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Braga presta homenagem a D. Rodrigo de Moura Teles

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Publicado em 12 de outubro de 2017, às 22:11

Para além das atas do congresso, o estudo do Bom Jesus sai enriquecido com mais um livro

Encerra, amanhã, em Braga, o Congresso de Homenagem a D. Rodrigo de Moura Teles, um importante Arcebispo de Braga, que marcou o seu tempo com a dinâmica pastoral, social e monumental, estando na origem, por exemplo, da estância do Bom Jesus do Monte, mas também de um conjunto vasto de obras por toda a cidade e diocese.

Cerca de uma centena de pessoas inscreveu-se no congresso organizado pelo Instituto de História e Arte Cristãs. O seu responsável, cónego José Paulo Abreu, disse que este género de congressos «nunca é para um vasto conjunto de pessoas» mas, sobretudo, para especialistas.

«Acreditamos no efeito multiplicador das atas do congresso que ficarão para memória futura e que servirão de base científica para outros estudos e abordagens», esclareceu ao Diário do Minho.

«Mais do que um tributo justo e oportuno, este é um momento histórico que se reveste de extrema importância para Braga. D. Rodrigo de Moura Teles deixou-nos um legado de expressão universal e a grande marca do barroco bracarense tem na sua figura uma elevada centralidade», referiu Miguel Bandeira, vereador do Município de Braga, durante o arranque dos trabalhos.

Um congresso a pretexto da classificação

A realização do congresso neste momento, segundo adiantou o cónego José Paulo Abreu, «prende-se com a importância do bispo D. Rodrigo de Moura Teles e como impulso no objetivo que congrega muitas pessoas e instituições de Braga de ver classificado o Bom Jesus como Património Cultural da Humanidade».

Aquele clérigo lembra que a réplica brasileira do Bom Jesus, em Congonhas, já está classificada pela UNESCO e que esse é o objetivo perseguido pelo santuário "original". Também o livro ontem apresentado, é mais um contributo.

Notável arcebispo

A partir de 1704 e até 1728, o Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles inscreve-se na história como tendo cumprido um dos mais notáveis arcebispados que Braga conheceu ao longo da sua história.

Homem de enorme erudição e de invulgar sensibilidade política, D. Rodrigo arquitetou um programa invulgarmente coeso em termos económicos, sociais, artísticos e religiosos que iria transformar a sociedade e a paisagem sagrada da Arquidiocese.

Da sua vida, há a realçar também o vetor pastoral, com um sínodo diocesano, duas pastorais publicadas e inúmeras visitas pastorais que atravessaram o território diocesano.

Novo livro revela documento histórico

Ontem, foi lançado o livro "Jubileo do Bom Jezus do Monte – Um manuscrito, privilégios e uma festa", da autoria de José Paulo Abreu e editado pela Bracara Augusta. Nele se revela um documento histórico muito curioso sobre como era encarado o santuário pela cidade.


Autor: Álvaro Magalhães