A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) reuniu, esta sexta-feira, com o presidente da CCDR Norte, Álvaro Santos. Este primeiro encontro serviu para apresentar a sua missão e abordar duas prioridades para o desenvolvimento da região: a organização administrativa do Minho e a ligação à Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra–As Neves (PLISAN), na Galiza.
A AEMinho recordou que a ideia de uma Área Metropolitana do Minho esteve presente desde a fundação e reafirmou a sua disponibilidade para participar ativamente no debate sobre a reorganização administrativa, sem fazer depender a sua posição da adoção de um modelo específico.
Para a AEMinho, o princípio essencial é que qualquer organização regional reconheça o Minho — abrangendo os distritos de Braga e de Viana do Castelo — como uma região única e coesa.
A AEMinho retomou também a posição que tornou pública sobre a PLISAN, reforçando que o Minho não pode ficar à margem da ligação portuguesa à plataforma galega.
«Para que as oportunidades de investimento, emprego e exportação beneficiem as empresas dos dois lados da fronteira, é necessária uma estratégia coordenada para as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, a oferta de solo industrial, as plataformas logísticas e a captação de investimento», reforçou a AEMinho.
As duas entidades reforçaram o estreitar os laços de colaboração, sobretudo na preparação do próximo quadro comunitário de apoio e na reflexão estratégica para o Norte 2040.
«Não estamos presos a uma fórmula administrativa. O essencial é que o Minho seja pensado como uma região coesa, com uma estratégia comum para a mobilidade, o investimento e a ligação à Galiza. Encontrámos na CCDR Norte abertura para aprofundar este diálogo e transformar prioridades partilhadas em trabalho concreto», afirma Ramiro Brito, presidente da AEMinho.