O Museu Tesouro Real, instalado no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, foi distinguido com o prémio Museum of the Year 2026 na primeira edição dos Portuguese Business Awards, promovidos pela publicação EU Business News.
O reconhecimento acaba por estender-se e ser motivo de regozijo em Braga, na medida em que a conceção e execução do Museu devem-se a técnicos que estudaram na capital do Minho, nomeadamente na Escola Francisco Sanches e na Escola Calouste Gulbenkian, estando hoje estes profissionais à frente das empresas Providência Design e Cariátides que, juntamente com a United By, conceberam o projeto que pôs à apreciação e fruição do público as apreciáveis peças de joalharia que pertenceram à Casa Real Portuguesa.
Inaugurado em 2022, Museu Tesouro Real tem projeto de museografia da autoria de Francisco Providência, designer que viveu e estudou na cidade de Braga até aos 18 anos.
Por ocasião da inauguração, Francisco Providência destacava, em declarações ao Diário do Minho, a dimensão do desafio de conceber o projeto de design do Museu, recordando que correspondeu ao culminar de meia década de trabalho e envolveu uma vasta equipa multidisciplinar.
«Foi o culminar de um longo projeto desenvolvido ao longo de cinco anos, realizado com ajuda de uma vasta equipa de empresas e profissionais», afirmou então, destacando o contributo das empresas “United by”, liderada pelo designer Miguel Palmeiro, “Cariátides”, que tratou a coordenação com Catarina Providência e tratamento dos conteúdos com Gabriella Casella na mediação, bem como das “Newton e Enes”, responsáveis pelo desenvolvimento das estruturas, equipamentos técnicos, iluminação, climatização e segurança.
O Museu ocupa uma imponente estrutura concebida como uma “caixa forte dourada”, com 40 metros de comprimento, 10 metros de largura e 10 metros de altura, onde estão preservadas algumas das mais valiosas peças da história da Coroa Portuguesa.
O prémio agora atribuído, por um júri independente da EU Business News, reconhece todo um trabalho que permitiu abrir e expor permanentemente ao público o Tesouro da Coroa Portuguesa, durante mais de um século inacessível.
Este reconhecimento internacional acaba também por colocar em destaque o projeto do diretor da Providência design, Francisco Providência, que, embora não resida em Braga, mantém uma ligação à cidade, onde tem raízes familiares.
Natural de Coimbra, Francisco Providência cursou Belas-Artes, no Porto, e é atualmente professor na Universidade de Aveiro.
O designer já desenvolveu vários trabalhos para entidades da região de Braga, como por exemplo, o sistema de sinalização dos Caminhos de São Bento da Porta Aberta, a identidade visual da Universidade do Minho ou o Museu da Misericórdia de Braga - Centro Interpretativo da Misericórdia de Braga, no Palácio do Raio.