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Câmara de Braga apresenta voto de pesar pela morte de Carvalho Guerra

Fotografia DR

Publicado em 06 de agosto de 2026, às 15:07

Ao voto de pesar do município bracarense juntaram-se diversas personalidades da vida política nacional, de instituições do ensino superior e de ordens profissionais.

A Câmara Municipal de Braga manifestou o seu mais profundo pesar pelo falecimento do professor Francisco Carvalho Guerra, ilustre bracarense nascido em São Pedro de Oliveira, em 1932, e falecido, hoje, aos 94 anos. 

O executivo bracarense adiantou que apresentará formalmente um voto de pesar na próxima reunião da autarquia em sinal de reconhecimento pelo percurso científico e cívico do académico.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, recordou o antigo docente como «um dos bracarenses mais distintos da sua geração, cuja inteligência, visão e inteira dedicação ao conhecimento deixam uma marca indelével na vida pública portuguesa». 

O responsável destacou, ainda, que a cidade «despede-se de um cidadão exemplar que, mantendo sempre uma forte ligação às suas raízes, levou o nome da nossa cidade aos mais elevados patamares da ciência e da academia».

Também a Universidade Católica Portuguesa reagiu com profundo pesar à perda do fundador do Centro Regional do Porto da instituição. 

Numa nota assinada pela reitora, Isabel Capeloa Gil, a académica lembrou o homem «carinhosamente conhecido por muitos como “Pai Guerra”», descrevendo-o como «uma força inspiradora para gerações de estudantes, professores e investigadores, tendo sido decisivo na promoção da investigação científica em Portugal e na construção de pontes entre a razão e a fé, entre a ciência e a cultura».

No âmbito político nacional, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sublinhou, na rede social X, que o antigo vice-reitor da Universidade do Porto «não foi apenas um distintíssimo cientista e académico, foi um grande empreendedor» e um «líder carismático, católico empenhado e convicto». 

Da mesma forma, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, classificou o académico como «uma referência incontornável do ensino superior e da investigação científica em Portugal», cujo «empenho e visão deixaram um legado inestimável no desenvolvimento académico e social da região Norte e do país».

A Ordem dos Farmacêuticos, entidade da qual Francisco Carvalho Guerra foi o primeiro bastonário, recordou que o docente «foi e será sempre uma referência para todos os colegas, mesmo para aqueles que não foram seus alunos», conforme frisou o atual bastonário, Helder Mota Filipe.

Distinguido com a Medalha de Ouro da Ordem dos Farmacêuticos em 2012, Carvalho Guerra foi, igualmente, agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e condecorado pela Santa Sé pelos papas João Paulo II e Francisco com a Comenda da Ordem Equestre de São Gregório Magno.