«Enfrentar e vencer os desafios estratégicos do tempo presente e, com lucidez, preparar o caminho para encarar o futuro», é a proposta lançada por José Luís Carneiro no livro “Vencer os Tempos”, que, este sábado, foi apresentado no Auditório do IPCA, em Braga.
Perante militantes e apoiantes socialistas e pessoas das mais diversas áreas da sociedade bracarense e da região do Minho, o secretário-geral do PS referiu-se à complexidade dos tempos que atravessamos e à importância de os viver com esperança num «futuro com os valores e princípios que sempre nortearam a nossa comunidade nacional». Durante a iniciativa, José Luís Carneiro teve ainda oportunidade de responder
a questões sobre democracia, propondo estratégias para a defender nestes tempos conturbados.
A apresentação do livro foi efetuada pelo diretor do jornal Diário do Minho, Damião Pereira; pela ex-deputada do Parlamento Europeu, Isabel Estrada Carvalhais, e pelo antigo reitor da Universidade do Minho, (UMinho) Rui Vieira de Castro.
O diretor do Diário do Minho começou por recordar a colaboração que José Luis Carneiro manteve com o diário bracarense durante quase um ano, escrevendo lado a lado com Manuel Monteiro.
Efetuou também uma breve apresentação do autor, homem «natural de Baião, mas também um pouco do Minho, região que conhece bem, já que foi eleito pelo Círculo Eleitoral de Braga por três vezes».
Sobre a publicação propriamente dita, Damião Pereira classificou-a como «um excelente exercício político, de reflexão e ação.
«“Vencer os Tempos”… é o título deste livro. E que tempos estes… em que o autor escreve que «Estava longe de imaginar que a ordem internacional assente na Carta das Nações Unidas e no direito internacional seria exposta a uma tensão e crise que a ameaçam na sua integridade e subsistência. O regresso das zonas de influência assente nos fatores do poder despidos de enfeite mina as bases de confiança nas instituições democráticas e faz prever o regresso do equilíbrio de poderes baseado no potencial uso da força», afirmou.
Foi ainda uma oportunidade para recordar artigos vários, publicados no Diário do Minho, incluindo um apelo à ida às urnas em tempo de eleições europeias e a defesa de uma reforma do Estado que reforce a legitimidade política.

Terminou, convidando a assistência à leitura deste livro, que define, sobretudo como «um espaço de debate sobre o rumo do país, vertido em textos que se revelam atemporais».
Por seu turno, a professora universitária, Isabel Estrada Carvalhais, começou por afirmar que «antes de mais, para vencer os tempos, é preciso perceber, estudar, pensar os tempos e, aí sim, propor ou produzir ação que seja consequente».
«Este livro revela a presença de um exercício essencial à ação política: perceber, estudar, pensar , para depois fazer», afirmou.
Realçou ainda que «nas muitas intervenções públicas que José Luís Carneiro tem feito e escrito, dando valor à imprensa local e regional e à sua importância no país» encontra-se «um pensamento estruturado, informado, e positivo, capaz de apontar caminhos para gerar mudança». Observa-se ainda «uma verdadeira atitude política, porque não se limita à constatação, nem à indignação, mas faz o diagnóstico com propostas de reação e isso é atitude política, no sentido mais nobre e mais completo no tempo».
Defesa dos valores democráticos exige união.
Respostas. José Luís Carneiro respondeu, durante a sua intervenção, a algumas « perguntas exigentes e difíceis» que lhe foram colocadas pelo ex-reitor José Vieira de Castro, aquando da sua intervenção.
Em resposta a Rui Vieira de Castro que colocara perguntas concretas sobre as aspirações dos jovens portugueses e sobre como “reinventar” o PS para melhor responder às expetativas e esperanças dos portugueses, José Luís Carneiro defendeu uma participação ativa nos movimentos progressistas, internacionais, defensores dos direitos humanos e das democracias. Considerou ainda que «os humanistas, democratas cristãos, socialistas democráticos, trabalhistas, têm de estar unidos na defesa dos valores democráticos. E têm de o fazer na Europa e nas Nações Unidas».