Os Grandes Concertos do Festival Internacional de Órgão de Braga — FIOB 2026 — têm início amanhã, 17 de abril, em Braga, com um programa dedicado ao universo sonoro de Manuel Rodrigues Coelho, na Sé Catedral, às 21h30, assinalando a abertura da edição deste ano do festival “Ars Magna Organistica”.
O concerto inaugural, intitulado “Flores de Música”, propõe uma viagem ao século XVII, recuperando a prática do alternatim, em que o órgão dialoga com o canto, num regresso ao repertório de compositores como Manuel Cardoso, Duarte Lobo e Estêvão Lopes Morago. A iniciativa pretende recriar o ambiente musical da época e destacar o património do órgão ibérico.
A sessão de abertura contará com a participação de João Vaz, Sérgio Silva, Rui Paiva, bem como da Capella Patriarchal e do grupo Cornetas & Sacabuxas de Lisboa.
O FIOB 2026 decorre entre 17 de abril e 2 de maio, reunindo oito concertos distribuídos por várias igrejas e espaços religiosos de Braga e da região, numa programação que atravessa diferentes períodos da história da música para órgão, cruzando tradição e contemporaneidade.
Entre os destaques da edição, estão propostas como “Da Tradição à Emoção”, a 18 de abril na igreja de São Lázaro, com o Sonus Aura e o Coro Pequenos Cantores de Esposende, e “Do Cantus Firmus à Criação Instantânea”, a 19 de abril na igreja de Santa Maria do Prado, em Vila Verde, com o Coro de Câmara de S. Frutuoso e Carlos Bollo.
Segue-se, ainda, “Lux Aeterna”, a 21 de abril na igreja dos Congregados, uma homenagem ao Papa Francisco no primeiro aniversário da sua morte, com o Misericordiae Ensemble e Filipe Veríssimo.
No dia 24 de abril, a igreja de São Marcos acolhe “Música hipnótica – A arte da variação no barroco europeu”, com Arturo Barba e Onofre Serer, enquanto a 25 de abril a igreja dos Terceiros recebe “Ecos antigos, sons do futuro”, com Benjamin Righetti.
A programação prossegue a 1 de maio na igreja de Santa Cruz, com “Entre Vozes e Tubos”, pelo Coro da Associação de Música Sacra de Braga e Gregório Gomes, encerrando a 2 de maio, na igreja de S. Paulo, com o concerto “Europa em Londres”, pelo Ensemble Bonne Corde e o organista Thomas Ospital.
Criado em 2014, o Festival Internacional de Órgão de Braga entra em 2026 numa nova fase, alargando a sua programação ao longo do ano e reforçando a ligação à comunidade, ao mesmo tempo que valoriza o património organístico da cidade.