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PJ/Braga deteve "falso polícia" que burlava mulheres que conhecia no Facebook

Fotografia DR

Redação/Lusa

Publicado em 06 de março de 2026, às 23:04

O suspeito e a vítima mantiveram uma relação afetiva ao longo de mais de um ano.

A Polícia Judiciária de Braga deteve um homem que se apresentava no Facebook como agente da PSP e que terá burlado em mais de 60 mil euros uma mulher com quem estabeleceu uma relação afetiva, anunciou hoje aquela força.

Em comunicado, a PJ refere que a mulher estava a divorciar-se e o agora detido se terá prontificado a ajudá-la nesse processo, referindo ainda que a sua filha era advogada.

O suspeito e a vítima mantiveram uma relação afetiva ao longo de mais de um ano.

“Nesse contexto, acabou por fazer a vítima crer que, dada a sua intervenção e a da filha, o processo de divórcio estaria a correr de forma célere, disponibilizando-se ainda para a ajudar nas partilhas, o que resultou num lucro ilícito de cerca de 25 mil euros. Esse dinheiro teria como destino o pagamento dos bens partilhados, designadamente a casa de morada de família”, explica a PJ.

O suspeito convenceu ainda a mulher de que o dinheiro e os objetos de valor que ela possuía estariam em segurança consigo.

“Ainda no decurso do relacionamento, ficcionou que teria sofrido um grave acidente de trabalho, situação que implicou o seu internamento em clínica privada, o que levou a vítima a entregar-lhe vários milhares de euros para fazer face a essa suposta despesa”, acrescenta a Judiciária.

No âmbito das diligências de investigação, a PJ recolheu prova que “evidencia” que o suspeito se apresentou como elemento policial a diversas mulheres, “das quais obteve enriquecimento ilícito, sendo por isso de supor a existência de várias vítimas”.

A PJ sublinha que suspeito, noutra situação recentemente ocorrida, apresentando-se como elemento da GNR, conseguiu cobrar cerca de 600 euros a uma mulher, para facilitar questões relacionadas com contraordenações e legalização de uma viatura, verba da qual também se apoderou.

Os alvos preferenciais do suspeito eram mulheres de meia-idade, algumas delas com fragilidades a nível afetivo e de relacionamento.

O detido, com 52 anos, sem ocupação profissional fixa, vai ser presente a tribunal, para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.

O inquérito corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal de Fafe.