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D. José Cordeiro lembrou vítimas de violência doméstica nos 4 anos como Arcebispo de Braga

Fotografia

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 13 de fevereiro de 2026, às 18:18

Em vésperas do Dia dos Namorados

No dia em que completou quatro anos como Arcebispo de Braga, e em vésperas do Dia dos Namorados, D. José Cordeiro visitou a Cáritas Arquidiocesana, instituição que tem como lema “O Amor transforma”. Na visita, em conversa com os técnicos, o Arcebispo de Braga lembrou as vítimas de violência doméstica, frisando que, no âmbito da caridade, há ainda muito que fazer.

Numa entrevista conduzida por Renata Rodrigues, do Departamento de Comunicação da Arquidiocese, D. José Cordeiro referiu-se a estes quatro anos, como um tempo que «corre veloz»; mas também como um tempo de agradecer a Deus, e a tantas pessoas que o acompanham neste caminho. «Porque estamos juntos no caminho de Páscoa e na renovação que vem da Páscoa mesmo. Em rigor, a Igreja não conhece outra festa senão a Páscoa. Por isso é que nós estamos no caminho de Páscoa. E é à luz da Páscoa que tudo se renova e é chamado a renovar e não mudar por mudar, mas na fidelidade criativa ao Evangelho».

D. José enalteceu a «tradição muito respeitada e muito bela» e o chamamento à conversão e à renovação, à criatividade, ao progresso, para se ser fiéis ao aqui e agora da história. «E felizmente, com a enorme potencialidade do presbitério e do povo santo de Deus, é possível que esta renovação aconteça, este caminho sinodal ou conciliar, como o queiramos chamar, para que, à luz do Evangelho, nós possamos continuar a ter um coração que arde e que ilumina. Porque temos tantos testemunhos de santidade, os nossos Arcebispos Santos, homens e mulheres que estiveram neste território e nos testemunham a beleza, a bondade, a verdade do Evangelho. Daí que o sonho continua a ser de levar Jesus a todos e todos a Jesus».

«Caridade faz parte da íntima 
natureza da Igreja»

Na vésperas do Dia dos Namorados, que se assinala hoje, foram lembrados aqueles que sofrem de violência doméstica. Aliás, A Cáritas de Braga vai ter uma Casa de Acolhimento para vítimas de violência doméstica, para as proteger, cuidar e resguardar.

«A Caritas, a caridade, faz parte da íntima natureza da Igreja. Podemos testemunhar isto em Braga. A Catequese e a Liturgia estão já num nível muito elevado. Mas a caridade ainda tem muito que fazer, e dá muito que fazer. A Cáritas Arquidiocesana, as Conferências Vicentinas, as Cáritas Paroquiais ou Arciprestais, todos os modos de vivenciar a caridade, e não apenas aquela formalizada, das Misericórdias, dos Centros Sociais Paroquiais ou outras fundações, mas esta caridade que está atenta às reais necessidades e que encontra criativamente um modo de responder na graça recebida à luz do Evangelho de Mateus, do capítulo 25, desse amor que transforma, porque no fim da vida nós vamos ser julgados pelo amor», disse D. José.

As técnicas da Cáritas confirmaram que «esse amor transforma», inclusivamente nas relações com aqueles que acolhem. E os serviços de Cáritas têm servido de referência no território», ajuda muito concreta para as suas necessidades.