O Município de Braga realizou hoje protocolos de Medicina Veterinária Social com quatro instituições do concelho, que passarão a disponibilizar um programa de assistência médico-veterinária a preços reduzidos.
O protocolo assinado no Salão Nobre dos Paços do Concelho, alarga assim um programa municipal que se encontra implementado desde 2017, e que é fundamentalmente dirigido aos animais adoptados no Centro de Recolha Oficial (CRO) de Braga e animais de famílias carenciadas do concelho de Braga, incluindo os detentores de cartão sénior e famílias numerosas.
Através deste programa os agregados familiares em situação vulnerável que possuam animais de companhia podem efetuar o acompanhamento médico-veterinário dos mesmos, incluindo exames médico-veterinários de rotina, vacinações e desparasitações dos seus animais.
O objetivo é ajudar as famílais cujo contexto económico torna a medicina veterinária social uma necessidade, evitando a precariedade da situação de saúde dos animais, e impedido que acabem por ser abandonados.
O protocolo foiassinado pela Clínica Veterinária do Carandá, a Centro Veterinário de Adaúfe, a Clínica Veterinária de Infias e a Clínica Veterinária das Glicínias, que passam assim a disponibilizar estes serviços médico-veterinários a preços reduzidos.
«Este protocolo vai beneficiar os agregados familiares que não tenham capacidade económica para efectuar o tratamento dos seus animais de companhia, não se aplicando apenas a famílias com carências económicas, mas a detentores do cartão senior, famílias numerosas ou monoparentais», explicou o vereador da Política Animal do Município de Braga, Altino Bessa.
Desafio a outras instituições
O vereador da Política Animal deixou ainda um desafio a outras instituições bracarenses que trabalham nesta área para que adiram também ao programa.
Agradeceu também às quatro entidades que já aderiram a oportunidade de ajudar desta forma as famílias mais vulneráveis que possuem animais de companhia e vincou que através deste protocolo o Município de Braga pretende também incentivar à esterilização dos animais para controlo das populações, promovendo também a adopção e assistência médico- veterinária a preços reduzidos nos Centros de Atendimento Médico Veterinários aderentes ao protocolo;
«Com esta medida pretendemos assegurar que os detentores conseguem proporcionar os cuidados de bem-estar aos seus animais», concluiu Altino Bessa.
Por seu turno, a veterinária municipal, Liliana Carvalho, também agradeceu às entidades aderentes, vincando a vertente social do programa e sobretudo a particularidade dele poder ser alargado a várias situações de fragilidade social.
Fez também votos que este programa se estenda por vários anos, à semelhança do que sucedeu com o anterior.
A Associação Portuguesa de Médicos Veterinários Especialistas em Animais de Companhia considera que «a medicina veterinária social é aquela que é praticada em animais errantes ou, naqueles cujos proprietários não tenham capacidade económica para efetuar o seu tratamento.»