O mês de setembro no Theatro Circo está marcado pelo regresso da dança, do teatro e do cinema, numa genda que deixa já adivinhar o final do verão. No domínio do teatro, destaque “Amor de Perlimpim com Belisa em seu jardim”, em palco nos dias 5 e 6 de setembro, às 21h30.
A incompreensão é o motor da vida, da obra e da morte de Lorca. Artista da tragédia, encontrou na incompreensão mútua dos géneros masculino e feminino, o ponto de partida para esta inclassificável trama poética. Ele próprio chega a escrever a propósito de Amor de Dom Perlimplim..., que se trata de uma obra grotesca, uma farsa que termina em tragédia. “Se Desta Janela, Debruçando-me” estará em cena nos dias 22 e 23 de setembro, Criação e dispositivo cénico: Paulo Brandão (a partir de “O Marinheiro” de Fernando Pessoa), com interpretação de Carminda Soares, Maria R. Soares e Francisca Sarmento.
De 28 de setembro a 1 de outubro, o grande destaque será “A Tempestade”, de William Shakespeare, que se encena pela primeira vez em Portugal, com a obra do compositor Jean Sibelius, produzida para o texto de Shakespeare, num projeto de encontros. Desde logo, dois génios, Sibelius e Shakespeare – teatro e música sinfónica. Com atores, cantores, coro e orquestra – Kyiv National Operetta’s Theatre, Orquestra Metropolitana de Lisboa e Coro do Festival de Verão – Projecto Participativo –, cria-se um objeto artístico que pretende evidenciar as pulsões, emoções e relações da natureza humana e, sobretudo, o que resulta das dialéticas entre o indivíduo e os mecanismos políticos do poder. Já na vertente do cinema, o arranque acontece a 4 de setembro, com a exibição de “A Infância Nua” de Maurice Pialat, seguindo-se, a 11 de setembrop “O crime é meu”, de François Ozon.
No ciclo “O Nosso João Pedro”, no dia 12 de setembro será exibido “A Última Vez Que Vi Macau”, de João pedro Rodrigues, seguindo-se, a 13 de setembro “Morrer como um Homem, do mesmo autror, e a 14 de setembro “O Ornitólogo”, também de João Pedro Rodrigues. No dia 18 de setembro, a tela volta a encher-se, desta vez com imagens de “A Conspiração do cairo”, de Tarik Saleh. Já na dança, o convite é para o dia 29 de setembro, com “Ming The Clam and the Immortal Jellyfish”, resultado de um nova residência desenvolvida em contexto de Segunda Casa-palcos Instáveis, trata-se de um projeto de cruzamento multidisciplinar entre a performance e o audiovisual que junta uma artista de cada uma das áreas envolvidas, Ana Rita Xavier e Mariana Leite Soares, respetivamente.