A Liga espanhola condenou hoje os atos de ódio e intimidação contra o futebolista brasileiro Vinicius Júnior, do Real Madrid, acrescentando que o organismo pretende que as autoridades investiguem os acontecimentos.
“A La Liga condena energicamente os atos de ódio e intimidação a Vinicius Júnior. A intolerância e a violência não têm lugar no nosso desporto. Tal como em ocasiões anteriores, a Liga insta as forças de segurança do estado para que investiguem os factos”, refere aquele organismo.
A reação surge depois de ter aparecido numa ponte, de uma passagem pedonal, uma tarja de ódio contra o Real Madrid e um enforcamento de um boneco, vestido com a camisola de Vinicius Júnior, a poucas horas do dérbi na Taça do Rei, em jogo dos quartos de final.
Também o Atlético de Madrid reagiu ao sucedido, indicando que o clube “condena qualquer tipo de expressão violenta que altere a sã rivalidade na cidade e entre os adeptos” dos dois clubes.
Por cá sucedeu um episódio idêntico, na véspera do FC Porto-Benfica, a 8 de fevereiro de 2020.
O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol revelou, maus tarde, que o caso referente aos bonecos pendurados na Alameda do Dragão que simbolizavam o Benfica e a arbitragem foi arquivado, deixando críticas explícitas à Comissão de Instrutores da Liga.

«No dia 16.08.2022, o Conselho de Disciplina decidiu arquivar o processo de inquérito dada a prescrição que já tinha ocorrido antes de os autos lhe terem sido remetidos pela Comissão de Instrutores da Liga. O processo disciplinar esteve parado na fase de instrução, sem que qualquer diligência tenha sido praticada, durante cerca de 14 meses (entre 27 de maio de 2021 e 25 de julho de 2022)», pode ler-se numa nota referente ao processo disciplinar número nº75, da época 2019/20, motivado pela ocorrência junto ao Estádio do Dragão antes de um clássico entre FC Porto e Benfica.
Autor: Redação / Lusa