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Euforia fica de fora no dérbi da Taça

Euforia fica de fora no dérbi da Taça
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Publicado em 10 de janeiro de 2023, às 11:34

O Vitória de Guimarães não atravessa, ao contrário dos bracarenses, um período positivo, mas Artur Jorge quer evitar euforias.

Amáquina trituradora de golos que encantou os adeptos no início do campeonato parece estar de volta. Refeito da goleada em Alvalade, contra o Sporting, que o afastou da final-four Taça da Liga, o SC Braga voltou a mostrar apetite voraz pelas balizas adversárias. Ultrapassado o pesadelo de Lisboa, derrotou posteriormente o Benfica, líder que até aí não tinha perdido, e goleou o Santa Clara nos Açores, na última sexta-feira. Com a motivação em níveis elevados, os arsenalistas enfrentam amanhã nova prova de vida, agora numa competição a eliminar (Taça de Portugal), perante um adversário que, assim dita a história e a geografia, segue como o seu maior rival.

O Vitória de Guimarães não atravessa, ao contrário dos bracarenses, um período positivo, mas Artur Jorge quer evitar euforias que possam comprometer a continuidade dos guerreiros em mais uma competição oficial. Os riscos de deslumbramento são maiores, naturalmente, mas o treinador é firme no propósito de manter o grupo em estado de alerta para não ser surpreendido no seu próprio estádio e contra um adversário que procura a redenção na Pedreira.

Dias depois de ter aplicado um 3-0 ao Benfica, o SC Braga encarou o Santa Clara com semelhante profissionalismo, numa postura coletiva que agradou sobejamente a Artur Jorge, mas que este pretende ver replicada no dérbi do Minho. Mais até porque a partida vale a passagem aos quartos da Taça de Portugal, troféu que o SC Braga tenta levantar pela quarta vez no seu historial. O Vitória de Guimarães tudo fará para evitá-lo...

Exemplo vem do campeonato

Recuando uns meses, este SC Braga que iniciou a temporada a marcar golos como nenhuma outra equipa em Portugal teve, porém, sérias dificuldades em derrotar o Vitória de Guimarães na 5.ª jornada. Os conquistadores resistiram ao ímpeto ofensivo do rival, Ricardo Horta falhou mesmo um penálti e só um cabeceamento de Tormena, na sequência de bola parada aos 90’+8, fez cair a fortaleza arquitetada por Moreno Teixeira na visita à Pedreira.

Este é apenas um exemplo a absorver pelo SC Braga e que pode aplicar-se ao que aí vem – o desfecho de um dérbi é imprevisível e convém manter a concentração no limite a fim de evitar surpresas.


Autor: José Costa Lima