Uma plataforma de vários sindicatos que representam os trabalhadores da CP e da IP convocou uma greve para os dias 23 e 26 de dezembro, exigindo um prémio financeiro que compense a perda do poder de compra verificado no ano 2022, a atualização do subsídio de alimentação e o fim da «discriminação entre trabalhadores». A CP alertou para a previsão de «perturbações na circulação de comboios, a nível nacional», «com possível impacto nos dias anteriores e seguintes aos períodos de greve», lamentando ainda os transtornos causados.
Primeiro dia com centenas de supressões
A greve na CP na IP provocou a supressão de 447 comboios entre a meia noite e as 18h00 deste domingo, dia 25 de dezembro, tendo circulado 138, segundo fonte da operadora ferroviária. O pré-aviso da greve previa uma paralisação de 24 horas para os dias 23 e 26 deste mês e ainda uma «greve ao trabalho suplementar, incluindo feriados e dias de descanso semanal, desde a meia noite de 23/12 a meia noite de 2 de janeiro de 2023». Foram definidos serviços mínimos de 25% dos comboios, que, segundo a CP, concentram-se no início e no final do dia, as chamadas "horas de ponta".Os clientes que já tinham comprado bilhetes para comboios cancelados podem pedir o reembolso total do valor, até dez dias após terminada a greve, ou a revalidação gratuita para outro comboio da mesma categoria. A plataforma que convocou a greve inclui a ASCEF - Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária, a ASSIFECO - Associação Sindical Independente, o FENTCOP - Sindicato Nacional dos Transportes, Comunicações e Obras Públicas, o SINDEFER - Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia, o SINFA - Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários de Infraestruturas e Afins, o SINFB - Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários, o SIOFA - Sindicato Independente dos Operacionais e Afins e o STF - Sindicato dos Transportes Ferroviários.
Autor: Redação/Lusa