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Mau tempo. IPMA alerta para agravamento nas próximas 48 horas

Mau tempo. IPMA alerta para agravamento nas próximas 48 horas
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Publicado em 18 de dezembro de 2022, às 17:46

Prevê-se «precipitação persistente, vento e agitação marítima».

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou para o agravamento das condições meteorológicas nas próximas 48 horas. Prevê-se «precipitação persistente, vento e agitação marítima».

No aviso à população, o IPMA adianta previsões de «precipitação persistente e por vezes forte a partir da manhã de segunda-feira nas regiões Norte e Centro, com o período mais crítico entre as 21h00 do dia 19 e as 6h00 do dia 20, em especial nos distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto, e entre a meia noite e as 6h00 do dia 20 nos distritos de Vila Real, Viseu, Aveiro e Coimbra». O IPMA realça que não é de excluir que venha a ocorrer precipitação por vezes forte e persistente nos restantes distritos, estimando que tal seja «menos provável na região Sul».

A autoridade meteorológica dá ainda conta de «vento forte do quadrante sul mais intenso a partir do final da tarde de hoje» no litoral a norte do cabo Raso e nas terras altas, com rajadas da ordem dos 75 e 80/90 quilómetros por hora, respetivamente. Paralelamente, prevê agitação marítima forte com ondulação de sudoeste de quatro a cinco metros na costa ocidental a partir das 3h00 de segunda-feira e até às 3h00 de terça-feira.

Citando informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, o IPMA inclui no aviso a possibilidade de «variações significativas dos níveis hidrométricos nas zonas historicamente mais vulneráveis», nomeadamente na bacia do Minho (em especial Caminha, Monção e Valença); na bacia do Lima (Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima); na bacia do Cávado (barragens de Caniçada e Salamonde, Braga e Barcelos); na bacia do Ave (Santo Tirso); na bacia do Douro (Amarante, Paredes e na foz do Douro); na bacia do Mondego (rios Ceira e Arunca); e na bacia do Vouga (Águeda). «Nas bacias urbanas e em particular naquelas em que se faça sentir o efeito de maré, não é de excluir a possibilidade de inundações nas zonas historicamente vulneráveis», alerta.

A chuva intensa e persistente que caiu na terça-feira (dia 13) causou mais de três mil ocorrências, entre alagamentos, inundações, quedas de árvores e cortes de estradas, afetando sobretudo os distritos de Lisboa, Setúbal, Portalegre e Santarém. A Proteção Civil registou mais de 7 950 ocorrências em território nacional, inclusive 4 841 inundações, e 88 desalojados desde a meia noite do dia 7 e até às 8h00 do dia 15.


Autor: Redação/Lusa