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Caminha vai receber Parque de Ciência e Tecnologia

O parque vai nascer na confluência das freguesias de Argela e Vilar de Mouros, junto ao nó de acesso à A28.

Redação/Lusa
14 Set 2022

O concelho de Caminha vai receber um Parque de Ciência e Tecnologia, que vai albergar um centro tecnológico da indústria automóvel e um centro de exposições transfronteiriço. Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara, Miguel Alves, refere que se trata de um investimento privado que consubstancia «uma revolução industrial no concelho».

O parque vai nascer na confluência das freguesias de Argela e Vilar de Mouros, junto ao nó de acesso à Autoestrada 28 (A28), numa área de acolhimento empresarial com mais de oito hectares. «O Pedido de Informação Prévia já foi entregue na Câmara Municipal de Caminha e está em fase de encaminhamento», adianta o autarca, que acrescenta que a Câmara espera nas próximas semanas proceder à alienação do terreno que detém naquela zona em favor dos promotores.

De acordo com a descrição e justificação da proposta de loteamento que deu entrada nos serviços municipais, o centro tecnológico da indústria automóvel será dotado com espaço de incubadora e aceleradora de empresas com serviços de apoio partilhado e valências de restaurante e cafetaria. Já o centro de exposições transfronteiriço será um pavilhão multiusos que poderá receber congressos, feiras nacionais e internacionais, competições desportivas e espetáculos artísticos ao vivo.

Com recurso a bancadas retráteis telecomandadas, o espaço vai ter capacidade para 7 500 visitantes em simultâneo, para quatro mil sentados em espetáculos e para 2 500 espectadores sentados em competições desportivas oficiais nas modalidades de andebol, basquetebol, futebol de salão, hóquei em patins, voleibol e outras. O município realça que o pavilhão «reunirá as condições necessárias para ser reconhecido com as certificações oficiais que permitem albergar competições internacionais de clubes ou seleções».

Os promotores pretendem criar lotes para indústria numa ocupação global de 36 mil metros quadrados, bem como lotes para comércio e serviços, equipamentos desportivos e de cafetaria e espaços lúdicos e de lazer.

Para Miguel Alves, o investimento vai dar «um contexto de modernidade e sustentabilidade a uma área que vai potenciar a criação de centenas de novos postos de trabalho qualificados e em setores de alta intensidade tecnológica, como a indústria automóvel e a indústria aeroespacial». «Pretende-se que atividades de valor acrescentado, como o design de produto, sejam exportadas de Caminha para o mundo», avança.

Segundo Miguel Alves, «este projeto marca um ponto de viragem no desenvolvimento do concelho de Caminha». «Estamos a trabalhar neste empreendimento há muito tempo e, agora, com a quase totalidade dos terrenos adquiridos pelo promotor e com o Pedido de Informação Prévia a ser avaliado pelos técnicos, sentimos ter condições para anunciar a Caminha e a todo o território que iniciamos a revolução industrial que o concelho precisava há muitos anos», conclui.





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