twitter

Incêndio no Parque da Peneda Gerês continua a alastrar-se em direção a aldeias de Ponte da Barca

Incêndio no Parque da Peneda Gerês continua a alastrar-se em direção a aldeias de Ponte da Barca
Fotografia

Publicado em 13 de julho de 2022, às 11:55

Fogo deflagrou às 23h39 desta terça-feira.

O presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, manifestou-se “muito preocupado” com o incêndio que lavra no Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) em direção a várias freguesias do concelho.O fogo deflagrou às 23h39 desta terça-feira no lugar de Cidadelhe, em Lindoso, no PNPG, e o autarca sublinha que “não está controlado”. Augusto Marinho demonstrou-se esta manhã preocupado pelo facto de o incêndio se estar a alastrar “para as freguesias de Parada do Monte, São Miguel, Entre-Ambos-os-Rios”, em Ponte da Barca.“O incêndio não está controlado. Neste momento, [10:55] essa frente de fogo ainda está na serra profunda, de muito difícil acesso, e dirige-se para as freguesias de Parada do Monte, São Miguel, Entre-Ambos-os-Rios”, referiu o social-democrata.

De acordo com informação disponível na página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 11h06, o fogo estava a ser combatido por 82 operacionais, apoiados por 22 viaturas e dois meios aéreos. Segundo o presidente da Câmara, “o comandante dos bombeiros está preocupado”, porque “a frente de fogo está muito forte”.“Se não for travada vai atingir uma zona que, para além das pessoas e bens, o mais importante, vai também atingir um património natural riquíssimo no PNPG. Infelizmente não está no bom caminho. As condições são adversas. As do terreno e as do clima”, explica.

Augusto Marinho adianta ainda que, durante a madrugada, o fogo cercou a aldeia de Mosteiró, na freguesia de Britelo, e obrigou à retirada, pela 01h00, de 30 pessoas, que foram instaladas nas num clube local, tendo-lhes sido prestada a assistência necessária.A população da aldeia regressou a casa por volta das 05h00.

A GNR está a investigar as causas do fogo que, segundo Augusto Marinho, “poderá terá tido origem criminosa”.“Há relatos de pessoas que viram um homem na zona. Agora compete às autoridades investigar”, assegura.


Autor: Redação/Lusa