Fotografia: Nuno Cerqueira

CDS-PP, PS e JPNT abandonam Assembleia Municipal de Esposende

Agostinho Silva, presidente da Assembleia Municipal, lamenta posição dos deputados.

Nuno Cerqueira
26 Nov 2019

A Assembleia Municipal de Esposende terminou hoje de madrugada sem os deputados municipais do CDS-PP, Partido Socialista (PS) e o do grupo Juntos Pela Nossa Terra (JPNT).

Tudo porque a deputada do CDS-PP, partido que só tem um elemento na Assembleia Municipal, pediu que fosse adiada a ordem de trabalhos para nova sessão devido ao avançar da hora (00h40), «até porque ainda faltam mais de metade dos 28 pontos da ordem dia para serem votados», justificou.

Com a Assembleia Municipal a decorrer à semana (segunda-feira no caso), Tânia Mota entendeu fazer um requerimento verbal, algo que não foi aceite pelo presidente da Mesa, Agostinha Silva.

«Foi referido que se a senhora deputada pretendia fazer algum requerimento, o podia fazer diretamente, por escrito, à mesa e que o mesmo seria apreciado e colocado à discussão depois de terminada a discussão do ponto 02.09 da ordem de trabalhos, uma vez que, entretanto, já tinha dado início à discussão do referido ponto 02.09. da ordem do dia. Discordando da posição tomada pela mesa, a senhora deputada eleita pelo CDS/PP entendeu abandonar a sessão, tendo sido acompanhada na sua atitude, pelas senhoras e senhores deputados eleitos do Partido Socialista e do JPNT», disse ao Diário do Minho Agostinho Silva, acrescentando ainda que «verificado o quórum, a Assembleia prosseguiu», sendo que a sessão terminou às 02h22.

«A mesa considera que os senhores deputados que abandonaram a 7ª sessão ordinária da Assembleia Municipal de Esposende, além de faltarem ao respeito a quem os elegeu, não dignificaram o órgão deliberativo do qual fazem parte», acrescentou ainda Agostinho Silva.

Em declarações ao Diário do Minho, o líder da bancada do PS, Tito Evangelista, lamentou a  atitude do presidente da Assembleia Municipal e questiona «porque a Assembleia não foi no passado sábado».

«No passado dia 23, num sábado, a Assembleia Municipal foi passear para Braga, visitar a DST. Porque não fizeram aí esta Assembleia tendo em conta que sabiam que ia ser demorada face à pertinência dos assuntos?»,

Já a deputada municipal eleita pela JPNT, Sandra Bernardino, lamentou atitude do presidente da Assembleia que «ridicularizou a situação».

«Estamos solidários com a deputada centrista porque percebemos as razões que evoca e que está prevista no regimento», declarou.

O CDS-PP considerou a situação «antidemocrática».

«Manifestamos o repúdio perante uma tal atuação que se considera prepotente e autocrática», apontam em comunicado.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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