Fotografia: Avelino Lima
Renúncia quaresmal permitiu que 105 famílias pagassem renda

Cónego Roberto Rosmaninho Mariz faz um balanço da renúncia quaresmal de 2018

Alexandre Gonzaga
16 Mar 2019

O cónego Roberto Rosmaninho Mariz apresenta ao Diário do Minho um balanço do ano passado do contributo quaresmal, do qual se salienta o apoio dado a 105 famílias da Arquidiocese de Braga. «Sem esse contributo, muitos agregados não teriam um teto, pois, não conseguiriam pagar as rendas habitacionais», garante o membro do Núcleo Executivo do Fundo Arquidiocesano Partilhar com Esperança.

O sacerdote conta que o fundo destinou 36.327,09 euros para o apoio dessas famílias, que englobam 221 pessoas.

«Destaque também para o auxílio que foi prestado a vítimas de violência doméstica. O fundo doou 3.370 euros a 8 pessoas. Essa quantia conseguiu ajudar a resolver, de alguma forma, esse problema, que hoje está na ordem do dia e preocupa a sociedade portuguesa», afiança o presidente da Comissão Arquidiocesana da Pastoral Social e Mobilidade.
Coordenador do Departamento Arquidiocesano para a Pastoral Sócio-caritativa e presidente da direção da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS-Braga), salienta que, «da intervenção realizada pela Cáritas Arquidiocesana de Braga, Conferências Vicentinas e grupos sócio-caritativos, sobressai claramente o gasto em rendas habitacionais».

«O valor médio de apoios subiu. Passou-se de um auxílio de 289,47 euros por família, ou seja, 102,27 por pessoa, verificado em abril de 2018, para 345,97 euros por agregado familiar, isto é, 164,37 por membro. Este aumento médio reflete bem o apoio dos fiéis da Arquidiocese de Braga aos objetivos do constributo quaresmal e do trabalho que as instituições têm concretizado», reconhece o cónego Roberto Rosmaninho Mariz.

A renúncia quaresmal, no entanto, assume um cariz missionário, além desta dimensão caritativa.
O ecónomo da Arquidiocese e dos Seminários bracarenses lembra, igualmente, o destino da renúncia quaresmal proposta pelo Arcebispo Primaz na sua mensagem para a Quaresma.

«D. Jorge Ortiga propôs que a Arquidiocese também contribuisse durante este ciclo quaresmal para a reativação de uma escolhinha na paróquia de Santa Cecília de Ocua, na Diocese moçambicana de Pemba; a construção de uma residência para a equipa missionária; e o envio de um grupo de religiosas para a comunidade paroquial de Ocua. É bom recordar que se trata de uma região economicamente necessitada», assinala o clérigo, reforçando o papel decisivo do Centro Missionário Arquidiocesano de Braga (CMAB).

«Em 2018, o CMAB pôde encaminhar para Santa Cecília de Ocua 53.982,75 euros, fruto da renúncia quaresmal dos bracarenses», destaca o responsável, aludindo, igualmente, à presença de 2 seminaristas da Diocese de Pemba nas casas de formação bracarenses.
«De agosto a dezembro do ano passado, ambos os seminaristas custaram ao seminário cerca de 6 mil euros. Ou seja, para o Projeto Salama, a Arquidiocese contribuiu, em 2018, com 59.982,76 euros oriundos do contributo quaresmal», confidencia o cónego Roberto Rosmaninho Mariz, que deixa um apelo à generosidade dos bracarenses para a continuação destes projetos em 2019.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





Notícias relacionadas


Scroll Up