twitter

O reconhecimento dos fiéis

O SC Braga tem vindo a trilhar um caminho de aproximação aos adeptos, cujo percurso tem sido sinuoso ao longo dos anos. Aquilo que deveria ser feito em linha reta, para utilizar um termo geométrico apropriado que tanto me diz, acontece muitas vezes com curvas indesejadas ou mesmo alguns recuos. Contudo, a cidade e o seu maior Embaixador só podem beneficiar da construção de uma relação estreita.

A época anterior comportou, entre todas as competições e o jogo de apresentação, 31 encontros disputados na Pedreira, número que corresponde a uma temporada completa de outros tempos do SC Braga. Foram um jogo de apresentação, 17 da Liga Portugal, um da Taça de Portugal, outro da Taça da Liga e 11 nas competições europeias. Como cresceste, SC Braga, com tantos jogos caseiros numa só época! Um adulto reconhecido intramuros e além-fronteiras.

Os registos tecnológicos permitem monitorizar as entradas dos associados nos jogos e saber quem está presente ou quem falta. Mesmo quando os torniquetes estão avariados, existem meios alternativos para assegurar esse controlo.

O SC Braga convidou mais de quatro centenas de adeptos que nunca deixaram a cadeira vazia para assistirem a um treino com características de jogo, que terminou com um triunfo por 4x1 frente ao Lusitânia de Lourosa, após uma receção à altura, como reconhecimento pela fidelidade demonstrada ao longo da temporada. E lá estiveram os ilustres convidados, representantes da verdadeira essência do futebol: os adeptos. Sem eles, a comida que é o futebol fica sem sal e perde todo o sabor.

Este encontro proporcionou momentos de convívio Braguista, um sentimento que une todos os que ali estiveram e também muitos outros que mereciam ter estado.

Virando as agulhas para o regresso à competição, importa sublinhar que outubro será um mês de elevada exigência para o SC Braga. O primeiro desafio será a receção aos leões, num duelo em que um deslize poderá fazer tremer o respetivo comandante. Convém recordar que os bracarenses têm apresentado algumas exibições muito fracas, com o rendimento a descer para níveis preocupantes, como aconteceu na segunda parte frente ao Estrela da Amadora ou na deslocação a Santa Clara.

O momento delicado que se vive em Braga exige uma resposta forte do plantel arsenalista. A pausa que existiu dividiu-se entre os jogadores ao serviço das seleções e os restantes, que beneficiaram de alguns dias de descanso. Espera-se que essa pausa tenha permitido recuperar energias, sobretudo porque alguns atletas já evidenciavam sinais de desgaste preocupantes, numa fase ainda tão precoce da temporada. À semelhança de momentos críticos da época passada, Carlos Vicens terá de encontrar, através dos seus comandados, uma resposta afirmativa.

A bola vai voltar a rolar a sério e os desafios árduos exigem Gverreiros de verdade. 

 

António Costa

António Costa

8 outubro 2026