twitter

Cristiano Ronaldo: o que pensar sobre a sua recente atitude?

Há situações e acontecimentos que presenciamos sobre os quais nem sempre podemos julgar com a devida objectividade, porque nos escapam pormenores da sua realização e, também, do modo como eles ocorrem.

Todos nós ficamos certamente muito satisfeitos com o comportamento de Portugal na Liga das Nações da UEFA, onde vencemos, até agora, os quatro desafios disputados, quer no nosso país, quer no campo dos adversários. Estamos admitidos para prosseguir na etapa seguinte a esta fase. Por isso, temos de dar os parabéns aos jogadores e a quem os orienta, ou seja, ao treinador actual da seleção, Jorge Jesus.

No entanto, todos sentimos verdadeira pena por um acontecimento ocorrido há pouco tempo, que, aliás, tem suscitado uma grande cobertura por parte dos meios de comunicação social.

É escusado continuar a tecer mais considerações, porque, ao fim e ao cabo, tudo vem à mó de cima, se escrevemos um nome: Cristiano Ronaldo.

Não sabemos, objectivamente, as razões que levaram o internacional português a debandar do lugar onde se encontrava, convocado como jogador da seleção portuguesa, de quem era, aliás, o capitão habitual. Podemos supor vários motivos, mas todos eles podem pecar pela sua pouca veracidade objectiva.

Mas não deixamos de lamentar que um membro convocado para uma competição, abandone o local caladamente, fretando um avião para a sua saída rápida e intempestiva.

Certamente que o futebol português está muito agradecido a Cristiano Ronaldo pelo seu comportamento desportivo em prol da seleção nacional. Foi chamado para 268 jogos e marcou 154 golos. Não sei se, no primeiro aspecto, ele atingiu um recorde que nenhum outro jogador português tenha conseguido até hoje. Mas não nos parece difícil afirmar que as vezes que introduziu a bola na baliza adversária constitui um número que nunca, até hoje, foi alcançado por qualquer outro internacional português.

Claro que ter 41 anos e ser selecionado para a equipa nacional é um dado que nos revela uma capacidade física absolutamente fora do normal e, além disso, uma confiança plena de um seleccionador e treinador nas suas capacidades. Mas tudo isso se esboroa em dúvidas e críticas negativas, perante um abandono imprevisto e voluntário da equipa para que tinha sido chamado. Haverá razões objectivas que tenham levado Cristiano Ronaldo a proceder como o fez há poucos dias? A admiração que se tem por um personagem relevante pode ser escavacada por uma atitude imprópria e intempestiva. Oxalá que o até agora capitão da equipa nacional de futebol dê razões claras e convincentes sobre a sua conduta tão surpreendente.

P. Rui Rosas

P. Rui Rosas

7 outubro 2026