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Botox e ácido hialurónico não é só estética – é saúde

Está a decorrer neste momento uma campanha de sensibilização dos consumidores relativamente à utilização de toxina botulínica (vulgo botox) e ao preenchimento com ácido hialurónico injetável, promovida pela ASAE, pela Direção-Geral do Consumidor, pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e pelo INFARMED.

Esta campanha incide especificamente sobre os procedimentos faciais de aplicação de botox e de preenchimento com ácido hialurónico injetável. De acordo com a informação disponível, estes são os dois procedimentos estéticos não cirúrgicos mais realizados a nível mundial.

Na verdade, hoje em dia, mais do que nunca, é por todos percecionado uma tentativa de conseguir a imortalidade, para um aspeto mais jovem e para a exaltação da beleza física. Esta preocupação com a imagem, mais do que com o conteúdo, leva os consumidores a preocuparem-se com o seu aspeto físico, que é uma preocupação legítima e importante, tendo em vista melhorar a sua autoestima e a sua imagem perante os outros, com impacto a nível pessoal, profissional, social, entre outros.

Nos últimos anos vulgarizaram-se tratamentos estéticos que recorrem às duas substâncias referidas, levando muitos consumidores a procurarem estabelecimentos que os apliquem. O botox é usado principalmente para fazer desaparecer ou diminuir rugas e linhas de expressão, prevenindo o envelhecimento, designadamente. Já o ácido hialurónico é usado para hidratar intensamente a pele, preencher rugas e aumentar a firmeza da pele, aumentando, por exemplo, os lábios e as maçãs do rosto.

Os consumidores devem ter especial atenção de que não há bela sem senão. A colocação de botox, mesmo quando bem aplicado por profissionais competentes e com produtos de elevada qualidade e nas doses certas, pode causar efeitos secundários (hematomas, dor no local da injeção, inchaço e dor de cabeça, assimetria estética, rosto paralisado ou inexpressivo, dificuldade em fechar os olhos, etc.). Já o ácido hialurónico também pode causar efeitos secundários semelhantes aos referidos para o botox, entre outros.

Considerando os riscos associados a estes tratamentos, onde se inclui a sua aplicação por técnicos não habilitados, que não dominam as técnicas e podem errar nas doses e na aplicação dos produtos (causando intoxicação, por exemplo), os riscos de infeção, o desconhecimento sobre o modo de atuação perante reações alérgicas ou anafiláticas, o uso de produtos falsificados, deteriorados, bem como a eventual ausência de seguros de responsabilidade civil e a possibilidade de ocorrência de sequelas irreversíveis que possam provocar incapacidades e efeitos negativos na autoestima, recomendamos aos consumidores uma profunda reflexão e aconselhamento adequado antes de recorrerem a estes tratamentos estéticos.

Para mais informações consulte os sítios de Internet da ERS ou da Direção-Geral do Consumidor.

Fernando Viana

Fernando Viana

25 abril 2026