No dia em que se celebrou a memória litúrgica da Beata Alexandrina, já no final da Missa dos doentes, presidida por D. Jorge Ortiga, o padre Manuel Casado Neiva declarou: «Vou dar-vos uma novidade: tenho esperança de que em 2018 haja gruas no ar!» Uma efusiva salva de palmas pontificou aquela declaração.
O Arcebispo Primaz disse aos presentes que Balasar terá «um grande santuário» capaz de dar «melhores condições aos devotos da Beata Alexandrina» e salientou que «dentro de pouco tempo» aquela obra será uma realidade.
Em declarações ao Diário do Minho, depois da cerimónia, o presidente da Fundação Alexandrina de Balasar disse que os trabalhos de engenharia estão «concluídos» e que a equipa do projeto está já a trabalhar na escolha das peças escultóricas e nos vitrais, «para que quando a obra for para o terreno tudo esteja devidamente delineado para não haver atrasos».
De facto, o padre Manuel Casado Neiva dá conta de um «enorme» crescendo de Balasar por parte de devotos estrangeiros, principalmente originários «da Ásia e também da América».
Por isso, é cada vez mais urgente ter as condições necessárias para fazer o acolhimento de tais pessoas, que são sinal de que a devoção da Beata Alexandrina é já de caráter universal.
Segundo a descrição já feita da imagem do futuro santuário, este assemelha-se a uma “tenda” de onde sobressai uma Cruz que emerge em espiral. A cobertura do templo assemelha-se ao “manto de Nossa Senhora”, que Alexandrina recebeu de Maria.
O conjunto edificado do santuário será dotado de espaços celebrativos, que acomodarão 2500 pessoas sentadas, um altar exterior para acolher celebrações ao ar livre, um centro de espiritualidade e acolhimento ao peregrino, entre outros serviços.
Arquidiocese espera canonização
Esperança O Arcebispo de Braga convidou ontem todos os devotos de Alexandrina a rezarem para que «Deus conceda o dom da sua canonização». «Temos esperança – tal como nos convida o programa pastoral – mas não podemos ficar parados», disse D. Jorge Ortiga na sua homilia.
«Façamos as nossas preces com fé e peçamos a Deus que nos conceda o que pedimos por intercessão da Beata Alexandrina», explicou. Dessa forma, prosseguiu o prelado, «faremos com que a Beata Alexandrina seja mais conhecida e mais amada». «Temos esperança na sua canonização mas trabalhemos para isso também», reiterou o Arcebispo Primaz.
Tal como indica o plano pastoral, D. Jorge Ortiga deu nota da necessidade de os cristãos «despertarem a esperança» em si mesmos, na família e nos amigos e a aprenderem com o exemplo de vida da Beata Alexandrina a «confiar em Jesus como o melhor caminho».
D. Jorge Ortiga convidou também os cristãos a uma vida «simples e serena».
Autor: Álvaro Magalhães
Santuário de Alexandrina arranca em 2018
Fotografia
Publicado em 13 de outubro de 2017, às 23:08