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Semana Nacional das Migrações promove cultura do encontro e inclusão

Fotografia DR

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 07 de agosto de 2026, às 16:57

Fátima acolhe peregrinação do Migrante e Refugiado, dias 12 e 13 de agosto

A Igreja Católica em Portugal celebra a 54ª Semana Nacional de Migrações, entre este domingo e o próximo, 16 de agosto, sob o lema “Da fragilidade à Esperança”.

Promovida pela Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, através da Obra Católica Portuguesa de Migrações, a iniciativa pretende sensibilizar a sociedade e as comunidades cristãs para a realidade das migrações, promovendo a cultura do encontro, da solidariedade e da integração.
O momento central da semana será a Peregrinação do Migrante e do Refugiado ao Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 de agosto, presidida por D. Andrés Carrascosa Coso, Núncio Apostólico em Portugal.

Na mensagem divulgada para assinalar a Semana Nacional de Migrações, o presidente da Comissão Episcopal para a Mobilidade Humana, D. Pedro Fernandes, afirma que «a fraternidade é o ambiente necessário para passar da fragilidade à esperança», sublinhando que muitos processos migratórios continuam a ser marcados pelo sofrimento.

«Muitas das experiências de migração são vividas de modo muito doloroso. Se na origem a causa da saída foi, de algum modo, a carência ou até a violência, nos lugares de destino os migrantes encontram com frequência o oportunismo e a opressão: tornam-se vítimas de tráfico, de condições de trabalho ou alojamento injustas e, tantas vezes desumanas, com legislações injustamente discriminatórias e práticas administrativas ou políticas que causam ainda mais sofrimento», afirma.

Referindo-se à realidade portuguesa, D. Pedro Fernandes reconhece que Portugal possui uma longa tradição migratória e que existem numerosos exemplos de integração bem-sucedida. Contudo, alerta que persistem casos de violência e discriminação contra imigrantes, defendendo uma resposta assente na solidariedade, na justiça e na promoção de processos concretos de integração.

Na sua mensagem, o bispo salienta ainda que a esperança, entendida como dom de Deus, «abre um sentido novo a todas as experiências da vida» e desafia os cristãos a responderem às fragilidades dos migrantes através de gestos concretos e não apenas de palavras.

Peregrinação em Fátima

A Peregrinação do Migrante e do Refugiado terá início na noite de 12 de agosto, às 21h30, com a bênção das velas, o Rosário Internacional, na Capelinha das Aparições, seguida da Procissão das Velas e da Eucaristia, presidida pelo Núncio Apostólico. No dia 13 de agosto, a celebração principal terá lugar às 10h00, incluindo a tradicional oferta do trigo, a bênção dos doentes, a consagração e a Procissão do Adeus.

Durante a madrugada decorrerão vários momentos de oração, entre os quais adoração eucarística, veneração dos Santos Francisco e Jacinta Marto, celebração mariana, Rosário Internacional e uma Via-Sacra no Recinto de Oração.

No domingo, 16 de agosto, todas as paróquias e comunidades cristãs das dioceses portuguesas são convidadas a celebrar a Eucaristia em ação de graças pelos migrantes e pelo trabalho pastoral desenvolvido pela Igreja nesta área.

A Comissão Episcopal da Mobilidade Humana apelas às comunidades católicas portuguesas na diáspora para que se associem a esta jornada de solidariedade.