A pergunta colocada era: “Concorda em manter a data do feriado municipal de Vizela no dia 19 de março em vez de a alterar para o dia 11 de julho?”.Na prática, os eleitores foram chamados a escolherentre manter a atual data de feriado municipal, que assinala o dia em que foi criado o Município de Vizela, em 1988, ou mudar para 11 de julho, dia de S. Bento das Peras, padroeiro de Vizela.
Para este referendo estavam inscritos 21 298 eleitores, mas apenas 4 080 foram às urnas, uma percentagem que o presidente da Câmara, Vítor Hugo Salgado, em declarações à Lusa, considerou ser «significativa», atendendo à «muita chuva que caiu no concelho neste domingo», o que, indicou, «terá feito que muitas pessoas não tivessem saído de casa».
O autarca destacou a importância do referendo para esclarecer «definitivamente» uma matéria que se discutia há décadas, mas também porque se realizou no ano em que Vizela assinala o seu 25.º aniversário.Vítor Hugo Salgado referiu, por outro lado,que o referendo serviu para «relembrara luta autonómica, entre toda a população», nomeadamente em «relação às gerações mais novas que não viveram aqueles momentos».Sinalizou ainda a importância de um município com «apenas 25 anos» ter sido capaz de realizar um referendo municipal, sendo assim «uma página histórica que ficará para o futuro».
Autor: Redação/Lusa