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Guimarães aprova orçamento de 145 milhões para 2023

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Publicado em 29 de novembro de 2022, às 17:23

A proposta de orçamento foi aprovada com os votos contra dos três vereadores da coligação PSD/CDS-PP.

A Câmara de Guimarães, distrito de Braga, aprovou esta terça-feira um orçamento de 145 milhões de euros para 2023, mais 38 milhões de euros face ao orçamento de 2022, com os votos contra dos três vereadores da coligação PSD/CDS-PP.

A proposta do orçamento e das Grandes Opções do Plano para 2023 foi aprovada em reunião camarária, com os votos favoráveis do executivo maioritário liderado por Domingos Bragança (PS), que detém sete vereadores.

O vereador Ricardo Araújo justificou o voto contra da coligação PSD/CDS-PP dizendo que a proposta do orçamento para 2023 “é uma continuidade” do que o executivo tem vindo a fazer e “uma opção política”, sublinhando que o documento não “evidencia as prioridades nem a visão estratégica e de futuro” que a coligação defende para o concelho.

Para o vereador, a proposta do orçamento representa “falta de ambição” e “nada corrige”, acrescentando que o município de Guimarães está “estagnado”, admitindo, contudo, que, num orçamento de 145 milhões de euros, haja iniciativas e projetos com os quais a coligação concorda, “naturalmente”.

Em resposta, o presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, refutou as acusações, sustentando que o orçamento para 2023 “é mais ambicioso” do que as propostas apresentadas pela coligação PSD/CDS-PP.

Para Domingos Bragança, o documento tem visão e estratégia de futuro, destacando os investimentos que a autarquia está a realizar na educação, na ciência, na cultura e no desenvolvimento económico e empresarial do município.

O autarca assume que é um orçamento de continuidade, uma vez que esse facto “tem dado muito bons resultados” em Guimarães.

Do ponto de vista fiscal, segundo Ricardo Araújo, o município vai arrecadar mais 10% em receitas fiscais, defendendo que esta proposta do orçamento “devia ser mais amiga das famílias, dos cidadãos e das empresas”, tendo em conta os “tempos difíceis”.

Em relação ao IMI – Imposto Municipal Sobre Imóveis, o vereador lembrou que o executivo vai manter a taxa de 0,33%, defendendo uma redução para o mínimo definido pela lei, que é de 0,30%.

Quanto à derrama - imposto municipal que incide sobre o lucro tributável decorrente do exercício do período fiscal anterior das empresas - a proposta para 2023 mantém os valores de 2022: 1% para empresas com volumes de negócios até 150 mil euros e 1,5% para empresas que apresentem valores superiores a 150 mil euros.

A coligação PSD/CDS-PP defendia a eliminação da taxa da derrama para empresas com volumes de negócios até 150 mil euros e uma redução para aquelas que tenham valores superiores a 150 mil euros.

A proposta do orçamento para 2023 vai ser em breve votada em Assembleia Municipal.


Autor: Agência Lusa