A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e os seus 10 municípios vão digitalizar mais de 800 títulos de património documental da região, num investimento de 383 mil euros cofinanciado por fundos comunitários, foi hoje revelado.
“A operação permitirá preservar e disponibilizar gratuitamente ‘online’ um importante conjunto de documentos históricos das bibliotecas municipais do Alto Minho”, descreve, em comunicado, a CIM do Alto Minho, que agrega os 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo.
O projeto prevê a digitalização de mais de 800 títulos, num total estimado de cerca de 298 mil páginas.
Em causa está documentação que se estende do século XVI à atualidade, “incluindo periódicos antigos, monografias, livros de contas, escrituras, acervos fotográficos e outras publicações de elevado valor patrimonial e histórico”, indica a CIM.
O objetivo é “salvaguardar este património documental, reduzir o risco de degradação dos originais e democratizar o acesso à informação através da sua disponibilização em ambiente digital”.
Além da digitalização dos acervos, a operação contempla o “reforço das infraestruturas tecnológicas de preservação digital, a adaptação de sistemas de informação” e a criação de um sistema integrado de acesso aos conteúdos através do catálogo coletivo da Rede Intermunicipal de Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho (RIBAM).
Estão também previstas “ações de comunicação e mediação cultural, entre as quais uma exposição itinerante, um documentário institucional e uma campanha digital de divulgação”.
“Enquanto entidade coordenadora, a CIM Alto Minho assegurará a coordenação técnica e estratégica do projeto, a articulação entre os municípios e a monitorização da sua execução”, explica.
Citado no comunicado, o presidente da CIM Alto Minho, António Barbosa, considera estar em causa “um passo decisivo na preservação da memória coletiva do Alto Minho” que “demonstra a capacidade dos municípios para desenvolverem projetos em rede com impacto regional”.
“Estamos a investir na proteção do nosso património documental, mas também na sua valorização e disponibilização pública, colocando-o ao serviço da investigação, da educação, da cultura e da afirmação da identidade do território", observa.
A operação vai ser comparticipada em 70% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).