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Lagoa do Alvão recebe sexta edição do ARTimanha Festival de Artes

Fotografia DR

Redação

Publicado em 01 de julho de 2026, às 15:57

Certame decorre no próximo fim de semana, entre 3 e 5 de julho.

A Lagoa do Alvão, em Vila Pouca de Aguiar, vai acolher a sexta edição do ARTimanha Festival de Artes, entre os dias 3 e 5 de julho. Sob o mote “Cultura e Floresta”, o evento promove três dias de experiências que cruzam música, inclusão social, consciência ambiental e património em plena natureza. A iniciativa é organizada pela Animódia, com o apoio do Município de Vila Pouca de Aguiar.

O diretor artístico do festival, José Miguel Carvalho, sublinha que a escolha do tema surge como um compromisso natural, sustentando que a arte possui o poder de aproximar as pessoas do terri- tório e de despertar uma consciência mais profunda sobre a preservação do património natural.

Mais do que um festival, o ARTimanha afirma-se como «uma plataforma de valorização do território, contribuindo para a dinamização cultural, social e turística de Vila Pouca de Aguiar e de Trás-os-Montes».

A aposta na atração de visitantes de diferentes regiões do país e da Europa procura dar a conhecer um destino onde natureza, autenticidade e cultura se encontram de forma única, fortalecendo a ligação entre comunidades, artistas e visitantes.

O arranque do festival, sexta-feira, 3 de julho, fica marcado pelo encontro de inclusão “Be Different”, que reúne cerca de 300 utentes de instituições de apoio à deficiência, além de uma ação de ‘plogging’, seguindo-se a apresentação da performance "Ritmos da Natureza", protagonizada pelos utentes do Centro de Atividades Ocupacionais de Vila Pouca de Aguiar. Durante a tarde, o debate ganha espaço com a conversa "Cultura e Floresta", antecedendo a atuação do Duo Improvável e do “sunset” conduzido pelo DJ Miguel Ângelo. A noite traz os concertos de O Gajo e Fanfarra da Cebolada, terminando com o “live set” de Cheganahora.

No sábado, 4 de julho, o recinto ganha uma dimensão ainda mais familiar e participativa. O programa inclui o “workshop” intitulado "Fotografar, Naturalmente", orientado pelo fotógrafo profissional Lino Silva, atividades permanentes nos Espaços Kids e Consciência, animação itinerante com o Palhaço Simão e o espetáculo infantil "O Coração Mágico das Folhinhas", apresentado pelo grupo de teatro infantil Hermanas Bananas. Ao final da tarde, o “sunset” fica a cargo de Difuso. À noite sobem ao palco os Balklavalhau, seguidos pelos históricos Galandum Galundaina. A madrugada encerra ao ritmo do DJ set de Maryzka.

O domingo convida o público a desacelerar e a viver a floresta de forma mais íntima. A programação arranca com uma caminhada interpretativa em parceria com a Associação Campanoo, seguida por uma experiência de banho de argila junto à Lagoa do Alvão. Durante a tarde, o músico Homem em Catarse apresenta um “showcase” intimista antes do encerramento oficial da edição de 2026 ao som de Max Bubo.

Ao longo dos três dias, os visitantes podem participar em diversas atividades paralelas, entre elas os tradicionais jogos populares dinamizados pela Almeida Jogos e experiências de SUP Paddle na Lagoa, promovidas pelo Pena Aventura.

O Espaço Consciência acolherá massagens, massagens sonoras, aulas de yoga, concertos meditativos e a atividade "Círculo da Vida", proporcionando momentos de relaxamento e reconexão.

Já o Espaço Kids, coordenado por Raquel Cavacas e Sara Pinto, apresentará oficinas criativas e sensoriais como "Criaturas Mágicas nas Árvores", "Olho de Deus", feltragem molhada, ateliers com gelo e experiências inspiradas no fundo do mar.

O passe geral custa 30 euros e inclui acesso total ao festival, campismo e autocaravanismo gratuitos. Os bilhetes estão disponíveis aqui.