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Têxtil famalicense fatura 35 milhões de euros no mercado internacional

Fotografia DR

Publicado em 26 de junho de 2026, às 19:32

Roteiro municipal “Famalicão Created IN” destaca sucesso internacional da indústria têxtil

A AAC Têxteis exporta cerca de 120 mil peças de vestuário por mês para marcas internacionais de luxo, o que representa 98% da sua produção. A empresa famalicense, que se focou neste segmento no final dos anos 2000, esteve em destaque, ontem, durante a visita do roteiro “Famalicão Created IN”, iniciativa do Município de Vila Nova de Famalicão para divulgar projetos industriais que se diferenciam pela inovação e criação de valor.

Sediada em Vilarinho das Cambas, a firma conta com mais de 120 colaboradores e fechou o ano de 2025 com um volume de negócios de 35 milhões de euros. O percurso recente incluiu um investimento de seis milhões de euros em duas novas unidades para incorporar inteligência artificial e transformação digital, destacando-se uma linha especializada em bonés personalizados para marcas ‘premium’.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, a têxtil personifica o desenvolvimento de uma indústria de elevado valor acrescentado. «É um exemplo da mudança de trajetória da nossa indústria, procurando um caminho assente no valor acrescentado. Aqui percebe-se o grau de exigência, a qualidade, a capacidade instalada, quer ao nível dos recursos humanos, quer dos próprios espaços», afirmou o autarca, sublinhando que «a exemplaridade contagia e é precisamente esse o objectivo do roteiro “Famalicão Created IN”, ao dar visibilidade a empresas que inspiram outras».

A constante evolução foi também apontada pelo CEO da AAC Têxteis, Paulo Pereira, como pilar para responder a um mercado exigente. «Esta área de negócio obriga-nos a evoluir todos os dias. Aprendemos continuamente com os nossos clientes, através da formação e do treino das equipas», explicou o administrador, acrescentando que a firma possui «uma identidade própria, um saber-fazer e um histórico» adequados a compradores específicos.

Apesar da automação, o líder da empresa ressalvou que os recursos humanos permanecem no centro da atividade. «Podemos ter a melhor maquinaria e as melhores instalações, mas sem as pessoas não conseguimos. O pilar fundamental são sempre as equipas», declarou Paulo Pereira. 

Fundada em 1984, a empresa opera num modelo integrado que acompanha todas as fases do processo produtivo para mais de 40 clientes internacionais.