O presidente da Câmara de Guimarães disse, ontem, que apesar de todos os esforços que têm sido feitos para que a construção do novo Campus da Justiça se inicie, até ao momento, não há respostas formais à autarquia por parte do Governo, após o anúncio realizado em Conselho de Ministros.
Domingos Bragança falava na conferência de imprensa após a reunião do Executivo Municipal, na qual perspetivou o próximo ano e justificou o atraso do procedimento para início das obras do Campus da Justiça. «Este investimento já devia estar resolvido, é fundamental para o funcionamento dos Tribunais em Guimarães e é um compromisso de palavra, de honra, de contrato formal e de deliberação do Conselho de Ministros», afirmou Domingos Bragança, lembrando que foram disponibilizados pelo município dois lotes para a construção do Campus da Justiça, e foi ainda realizado um estudo de viabilidade urbanística e funcional pela Universidade do Minho.
A 4 de maio de 2023, em Conselho de Ministros, realizado em Braga, a ministra da Justiça anunciou um conjunto de medidas aprovadas no âmbito do Plano do Edificado para a Justiça, entre as quais se contava a construção do novo Campus de Justiça de Guimarães.
O dossiê está a ser adiado desde março de 2019, aquando da celebração de um protocolo entre o Município de Guimarães e o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, que estabeleceu as condições para a execução do novo edifício.
Em relação aos projetos para 2024, o presidente da Câmara lembrou a questão da habitação, que está a ser alvo de grande atenção, com a aquisição de 170 casas e com a perspetiva de mais 100, a aguardar financiamento.
No emprego, é vontade de Domingos Bragança que o número de empregos qualificados aumente, com uma remuneração condizente, para que mais jovens se fixem no território vimaranense e nacional.
Na cidade, avançará o Bairro Comercial Digital, já com financiamento garantido, criando-se as condições para que a obra de nivelamento dos passeios e ruas se possa iniciar, na parte norte da Alameda de S. Dâmaso e Toural e rua de Santo António.
O investimento na educação, cultura e ciência é para continuar. A autarquia espera desenvolvimentos nos projetos da Escola-Hotel do IPCA, na Quinta do Costeado; nas obras de requalificação da Fábrica do Arquinho, para futuras instalações dos cursos de Engenharia Aeroespacial e Ciência de Dados da Escola de Engenharia da Universidade do Minho; e na reabilitação das escolas de S. Torcato e Santos Simões.