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Guimarães quer Loja do Cidadão em antiga fábrica de curtumes

Fotografia DR

Redação

Publicado em 04 de dezembro de 2023, às 11:45

Câmara de Guimarães deliberou aquisição da antiga Fábrica de Curtumes da Madroa.

A Câmara de Guimarães aprovou, na última sessão do executivo, a aquisição da antiga fábrica de curtumes Madroa, para instalar a Loja do Cidadão e um Centro de Acolhimento Empresarial de Nova Geração. A nova localização apontada para a loja de serviços públicos mereceu a crítica da oposição, que fala numa «novela» que já dura há 16 anos. 

Desde sempre apontada ao centro da cidade, a Loja do Cidadão de Guimarães conhece, agora, um novo destino para a sua instalação: a antiga Fábrica de Curtumes da Madroa, nas imediações do Mercado Municipal. A deliberação foi tomada na última reunião do executivo municipal debaixo de uma chuva de críticas da oposição.

«Este processo é uma longa novela e com muitos ziguezagues», qualificou o vereador da coligação PSD/CDS, Bruno Fernandes, referindo-se àquela proposta da maioria socialista que governa a Câmara de Guimarães, lembrando que o início do processo remonta a 2007, ou seja, há 16 anos – sempre com o PS à frente da autarquia –, tendo conhecido várias propostas com diferentes localizações, «mas sempre todas no centro da cidade».

«Esta é uma novela da vida real vimaranense que já leva tempo demais», considerou o vereador social-democrata, assumindo que o local escolhido não é o que a coligação defendia, nem o que o presidente do município, Domingos Bragança, também desejava. Bruno Fernandes lembrou que o presidente da autarquia defendia a instalação da Loja do Cidadão num centro comercial da Rua de Santo António, e depois em edifícios próximos da sede do Município, no centro da cidade, como forma de atrair mais pessoas e dessa forma dinamizar o comércio local.

Entre avanços e recuos, a loja de serviços públicos vai, agora, ficar instalada próxima do GuimarãesShopping, e para Bruno Fernandes «o que fica claro neste processo é a ineficiência em comprar um espaço para instalar a Loja do Cidadão. Esta maioria já não tem inovação, não tem rasgo. Este processo não teve uma estratégia clara e a conclusão do processo num período aceitável», considerou.

No início de 2022, a autarquia diligenciou para comprar o centro comercial na Rua de Santo António, mas sem sucesso. Na resposta, o presidente do Município, Domingos Bragança, assumiu que fez tudo o que estava ao seu alcance e que as negociações foram levadas «até ao limite» para que se chegasse a um acordo, mas tal não foi possível entre os proprietários e a Câmara de Guimarães. Quanto à estratégia seguida, alvo de críticas por parte da oposição, o autarca explicou que as coisas têm de ser transparentes e que não se pode andar a negociar às escondidas.

Apesar do desfecho, o presidente do Município sublinhou que a antiga fábrica de curtumes Madroa «é lindíssima« e vai ser recuperada para aí serem instaladas a Loja do Cidadão e um Centro de Acolhimento Empresarial de Nova Geração. Domingos Bragança considera que esta escolha significa «acrescentar cidade à cidade», recordando que a Madroa também fica perto de espaços comerciais, nomeadamente do mercado municipal. Segundo o autarca, parte do financiamento virá do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a obra tem que estar pronta até 2026.

Na proposta de aquisição aprovada lê-se que o antigo edifício fabril (curtumes) devoluto – antiga Fábrica da Madroa, fica numa zona «privilegiada da cidade, próximo de equipamentos municipais como o mercado e a feira semanal, dotado de estacionamento nas imediações, nomeadamente o parque da feira semanal e do Parque de Estacionamento de Camões».