Entre os dias 3 e 5 de agosto, a vila de Ponte de Lima será palco de um festival de música que traz artistas nacionais e internacionais, esperando-se a presença de cerca de 15 mil pessoas. Escrever uma «nova página cultural», atrair novos públicos e promover o território além-fronteiras são os compromissos assumidos pela empresa local, Sons Observados, encarregue da organização.
Com Wolfmother, Linda Martini, Capitão Fausto, The Legendary Tigerman, Moullinex e Throes + The Shine como principais atrações em palco, esta primeira edição do Festival Ponte D’Lima promete ser «histórica» e lendária, nas palavras do produtor Jorge Dias. A Expolima é o local escolhido, e contará com dois palcos, para além de toda uma oferta gastronómica, com oito a dez operadores, a esmagadora maioria locais. Aqui, será possível degustar desde os modelos mais “clássicos” de street food a produtos típicos, como fumeiro e bacalhau. As potencialidades do rio Lima também serão exploradas, havendo a possibilidade de praticar "kayaking".
No ano passado decorreu o chamado “ano zero” do festival, uma espécie de projeto-piloto para apurar a recetividade do público. Segundo a organização, esta foi positiva, tendo acolhido, em apenas um dia, entre 1.000 a 1.500 pessoas. Por isso, não houve qualquer hesitação quanto ao lançamento desta primeira edição, já num formato de três dias e um orçamento a rondar os 300 mil euros.
Os ingressos já estão à venda desde abril, tendo já sido adquiridos mais de três mil, 57% dos quais de pessoas de fora do Minho (Lisboa, Évora, Açores e Santarém são algumas das localidades) e, destes, 33% de fora de Portugal (Espanha e frança), o que, para Jorge Dias, é um dado interessante, já que, logo na primeira edição, «conseguimos um posicionamento internacional».
Este ano, a organização aponta para as cinco mil pessoas diárias, o que significa acolher cerca de 15 mil nos três dias de festival. O passe geral custa 50 euros e o bilhete diário 30 euros. O parque de campismo criado para apoiar os festivaleiros, com capacidade para mil pessoas, teve de ser ampliado devido à procura e «já está praticamente lotado».
Promover o território e unir a comunidade em torno do mesmo é um dos pilares deste festival, que conta com o rio - mesmo ao lado - como ponto de ligação, associado a toda uma história. «Com esta edição lançamos uma nova pedra e discutimos o futuro da vila e a sua história. Damos um conteúdo diferenciado, um produto que nós acreditamos que possa ser turístico e colocar Ponte de Lima num mapa diferenciado», explicou.