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DGS recusa «catástrofe» no GP do Algarve mas apela ao civismo

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Publicado em 26 de outubro de 2020, às 18:48

«Houve coisas que correram bem e outras menos bem. E ambas foram visíveis», destacou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recusou hoje que a organização do Grande Prémio (GP) de Fórmula 1 de Portugal, que decorreu no Algarve, tenha sido «catastrófica», mas apelou à responsabilidade dos cidadãos para que respeitem as recomendações sanitárias. «Houve coisas que correram bem e outras menos bem. E ambas foram visíveis», começou por dizer a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, quando questionada sobre o eventual incumprimento das regras de distanciamento nas bancadas do autódromo do Algarve, que este fim de semana recebeu o GP de Portugal. Na conferência de imprensa regular de atualização dos números da covid-19 em Portugal, Graça Freitas recordou que a DGS faz «recomendações» e, depois, confia «na fiscalização e na organização» dos eventos, sendo que, no caso do GP de Portugal, houve «alguma discrepância entre as recomendações e a capacidade de organizar todas as bancadas e fiscalizar».
«Observei, de vários ângulos e diferentes formas, a distribuição do público nas bancadas e, na sua maioria, o público estava com a distância necessária e usava máscara. No entanto, são lições aprendidas para o futuro. Se calhar, nos próximos tempos, para controlar os imponderáveis, teremos de ter menos gente nos eventos», afirmou.
De resto, considerou que existe uma "corresponsabilidade" de várias partes para o bom funcionamento dos eventos, a começar pelos próprios cidadãos. «Nós é que temos de ter cuidado em manter a distância. Se um banco tem lá um autocolante a dizer 'não se sente aqui', era bom que não se sentassem ali. Há, aqui, uma corresponsabilidade. Nossa, enquanto cidadãos, alguma da organização [do evento] e também da DGS. De qualquer forma, não me parece que a situação tenha sido catastrófica. Não penso que dali vá surgir algum acontecimento muito dramático», vincou. Por outro lado, a diretora-geral da Saúde referiu que «desde o início desta epidemia, o Algarve tem sido uma região muito pouco afetada» e salientou que o autódromo de Portimão tem condições de segurança e de acesso «que impedem encontros grandes entre pessoas».
Autor: Redação / Lusa