O técnico co SC Braga, Carlos Vicens, disse hoje esperar «muitas dificuldades» no jogo de amanhã (18h00) em Alverca, a contar para a 5.ª jornada da I Liga. O responsável dos arsenalistas pede «um jogo sério» aos seus atletas.
Que Alverca espera amanhã?
«Temos um jogo difícil e, se viram os jogos deles, colocaram dificuldades ao Porto e Sporting. É verdade que ainda não venceu com o novo treinador [Sérgio Ferreira], mas é uma equipa que tem um trabalho que vem de trás e que se deteta quando se observa como joga, quer no ataque como na defesa. Tem ideias muito interessantes e não tenho dúvidas que vamos ter dificuldades em Alverca. Temos de estar bem, fazer um jogo sério, temos de dar uma boa versão de nós».
Como está o estado anímico da equipa após ter vencido o dérbi?
«A equipa conseguiu uma vitória na segunda-feira, mas o calendário não pára e é cada vez mais exigente, por isso, temos de dar resposta contundente a cada três, quatro ou cinco dias. E amanhã temos essa oportunidade, sendo que é um jogo de alto nível».
O mercado fecha logo. Está mais tranquilo, ou ainda teme perder Vítor Carvalho?
«Não esperamos que haja qualquer movimento, mas é o futebol e há mercados abertos. Perdemos um jogador no ano passado [Roger Fernandes] já depois de ter fechado o mercado português. Mas, o meu foco não está aí. Queremos é competir, preparar bem a equipa e o foco de todos é fazer um grande jogo em Alverca, porque precisamos dos três pontos»
Tem muitos lesionados. Algum é recuperável para amanhã?
«Os jogadores que estavam fora estão a evoluir positivamente, muitos na reta final. Num espaço muito breve, nas semanas seguintes, vão voltar. É isso que esperamos, uma reintegração parcial. O Arrey-Mbi está disponível, Jonas Wind também, há boas notícias e vemos que o trabalho que estamos a fazer permite-nos integrar esses jogadores que deverão regressar brevemente. Agora o importante é funcionar como equipa e conseguir a primeira vitória fora de casa para a Liga.
Apenas dois golos sofridos em oito jogos. Pode ser a chave para uma época de sucesso?
«Os dois golos sofridos contra o Moreirense ainda me doem. Não pode acontecer sofrer dois golos. Perdemos dois pontos e não queremos que isso se repita. Num jogo em que tens 0,2 de golos esperados sofrer dois, não pode suceder. Agora voltamos a jogar fora de casa e vamos trabalhar para minimizar o que o adversário nos pode fazer. Temos de continuar a ser eficazes, sérios e rigorosos no ataque e na defesa»
Com a saída de Lelo, o plantel fica sem lateral esquerdo de raiz. Entra alguém?
«Temos várias alternativas. O Mbi pode jogar ali, o Bajrami e o Travassos também e até o Gabri Martínez, sem ser lateral, também pode. Surgiu esta oportunidade e desejamos ao Lelo uma temporada top no Almeria».
Houve jogadores dos que têm jogado menos que lhe pediram para sair?
«Contamos com todos os que estão para tirar o máximo rendimento deles. O calendário vai começar a apertar e sabemos das dificuldades que tivemos no ano passado, em que tivemos que dar demasiados jogos seguidos a vários jogadores em jogos importantes, e isso acabou por afetar um pouco. Este ano, desde março, abril, delineámos um plano para ter um plantel mais equilibrado e isso permite um nível de competência para jogar a alto nível. Por isso, fizemos estes movimentos [no mercado] e esta estratégia de plantel».
Gorby, Ricardo Horta e Huseinbasi continuam de fora, por lesão, assim como Niakaté, que tem a recuperação mais demorada.