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«Teoricamente, estamos obrigados a ganhar à Roménia»

Fotografia FAP

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 15 de janeiro de 2026, às 14:50

Selecionador considera que Portugal tem a obrigação de entrar no Europeu de andebol a vencer diante da Roménia.

O selecionador Paulo Jorge Pereira considerou hoje que Portugal tem a obrigação de entrar no Europeu de andebol a vencer, diante da Roménia, que está a «renascer» e quer igualmente avançar para a Ronda Principal.

Amanhã, no primeiro jogo do Grupo B da fase preliminar, os ‘heróis do mar’ vão ter pela frente uma seleção que disputa a fase final pela quarta vez - tendo como melhor registo o nono lugar em 1996 -, mas que se sagrou campeã mundial em quatro ocasiões (1961, 1964, 1970 e 1974) e está a «renascer».

«A Roménia tem seis atletas que são meus atletas no Dínamo de Bucareste. Conheço-os bem e eles a mim. Teoricamente, estamos obrigados a ganhar à Roménia. Agora, cuidado com a Roménia, que está a renascer com jogadores jovens e que também querem avançar”, começou por advertir o técnico, acrescentado que os lusos têm “muito respeito por esta Roménia».

Uma das preocupações para o primeiro duelo na Jyske Bank Boxen Arena, na cidade dinamarquesa de Herning, passa por anular o jogo entre o pivô Calin Dedu e o central Daniel Stanciuc, de acordo com Paulo Jorge Pereira.

«O Calin Dedu é engraçado, porque sou treinador dele e também fui do pai dele [Alexandre Dedud] no FC Porto. É um jogador em progressão e jovem ainda, mas tem muito boa relação com o Stanciuc, o central. Não só com o central, mas sobretudo com o central, e temos de romper essa relação. O treino incidiu muito nos movimentos de ligação entre a primeira linha e os pivôs», explicou aos jornalistas portugueses presentes em Herning.

Na véspera do início da nona participação em fases finais - a quarta seguida - de Portugal, que tem como melhor resultado o sexto posto obtido em 2020, o selecionador luso manifestou algum desagrado, uma vez que as pessoas em Portugal andam «um bocadinho distraídas».

«Acho que nós em Portugal estamos um bocadinho distraídos. A partir do momento em que nós fazemos sexto lugar em 2020, todos olham para nós já de forma diferente. Ainda por cima fomos consolidando resultados sempre no top-7 e top-8. Fizemos dois torneios pré-olímpicos e foram seguidos. Nunca na vida tínhamos feito», recordou.

Há 10 anos ao leme da seleção, o também técnico dos romenos do Dínamo de Bucareste admitiu que, agora, «o problema» passa por «manter a equipa competitiva», porque «algum dia» irá surgir «algum resultado duro», embora só pense em continuar a «mostrar esta performance, que tem sido fantástica».

Portugal jogará sempre na cidade dinamarquesa de Herning e estreia-se no Grupo B amanhã, frente à Roménia, pelas 17h00 (hora em Lisboa).

Após o confronto com os romenos, seguem-se os duelos com a Macedónia do Norte, no domingo, e a Dinamarca, anfitriã e tetracampeã campeã mundial, na terça-feira.

A fase final da 17.ª edição do Campeonato da Europa de andebol começa hoje e decorre até 01 de fevereiro, na Dinamarca (Herning), na Noruega (Oslo) e na Suécia (Kristianstad e Malmö).