O Famalicão, em segundo lugar, com 10 pontos, recebe hoje, às 20h30, o Sporting, que está em terceiro com nove, no Estádio Municipal de Famalicão, em jogo da quinta jornada da I Liga que será arbitrado por António Nobre, da associação de Leiria.
O treinador da equipa minhota, Hugo Oliveira, anteviu ontem um encontro competitivo, tendo assumido o favoritismo ‘leonino’ e garantido um Famalicão fiel à sua ideia.
«Vai ser um jogo extremamente difícil para as duas equipas, mas mais difícil para nós, porque jogamos contra o bicampeão nacional», enquadrou o treinador, que vê um Sporting «do ponto de vista do plantel, o mais forte» e «coletivamente mais associativo», com «vários caminhos para o golo» e «obrigação de ganhar a maioria dos jogos fora dos confrontos entre os grandes».
Sem se afastar desse quadro, prometeu um Famalicão afirmativo: «Olhamos olhos nos olhos todos os adversários. Somos uma equipa extremamente ofensiva, queremos ter a bola e recuperá-la o mais rapidamente possível. Com o apoio dos nossos adeptos, seremos extremamente competitivos.»
A solidez, acrescentou, «nasce do ataque»: «Defendemos bem, porque estamos bem posicionados quando atacamos.»
A identidade, insistiu, é inegociável: «A nossa obrigação é não trair a nossa ideia de jogo, ser competentes em todos os momentos e jogar para ganhar, seja contra quem for.»
O técnico destacou ainda a personalidade dos «meninos da Vila», expressão com que se referiu aos jovens formados no clube, sublinhando que «o talento e a personalidade têm de ser um ponto positivo».
Quanto às opções, admitiu condicionalismos típicos após datas FIFA, referindo que «alguns internacionais chegaram tarde».
Confrontado com distinções individuais recentes no plantel, relativizou: «O mais importante é a continuidade do processo. Não podemos viver em montanhas-russas: nem euforia quando corre muito bem, nem depressão quando o resultado não aparece. Se formos iguais a nós próprios, no fim estaremos felizes».
Em relação à hierarquia de candidatos, considerou que a diferença de recursos torna os principais emblemas favoritos «em quase todos os jogos que não sejam entre eles» e admitiu incluir o Braga nesse lote, «pelo investimento, pelo projeto e pelo espaço que ganhou nos últimos anos».