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«A estrutura societária não será um problema»

Fotografia DM

Publicado em 01 de fevereiro de 2024, às 10:10

Luís Machado, presidente do conselho geral do SC Braga, em entrevista ao Diário do Minho.

Luís Machado, atual presidente do Conselho Geral do SC Braga, e antigo dirigente arsenalista com larga experiência no mundo do futebol, vê a evolução do modelo de gestão dos clubes para estruturas societárias como «uma mais- -valia» tendo em conta a possibilidade de aportar grandes investimentos. O dirigente, em entrevista ao Diário do Minho, abordou as principais questões sobre as alterações propostas aos estatutos do clube, que vão ser debatidas na Assembleia-Geral do próximo sábado, às 09h30, e considerou a Qatar Sport Investments (QSI) «um parceiro muito interessante».

Luís Machado liderou uma comissão administrativa do SC Braga nos anos 90, num momento em que o clube atravessou um dos mais delicados momentos a nível financeiro. «Ainda bem que esses tempos que refere vão longe e eu que o diga, que liderei a Comissão Administrativa mais longa da história do Braga. Não participei no processo de constituição da SAD, mas foi um passo que permitiu a sobrevivência de alguns clubes e obrigou a melhor organização e maior controle da sua gestão», indicou. «Pelos grandes exemplos europeus não me parece que a estrutura societária, em si, seja um problema, podendo sim ser uma mais-valia se aportar maior capacidade de investimento», juntou.

«QSI é um parceiro interessante»

Sobre a QSI, Luís Machado considera-a «um parceiro interessante», descartando os cenários vividos por Belenenses e Aves. «A QSI parece-me um parceiro bastante interessante e a prova está na subida de valor das ações do Braga, quando se soube da sua entrada», referiu.

Luís Machado entende o alarido que o tema da alteração dos estatutos trouxe ao seio da massa associativa mas não vê razões para alarmismos extremos. «O Conselho Geral é um órgão independente composto pelos antigos presidentes, sócios de mérito e sócios beneméritos que, não sendo donos de todo o conhecimento ou razão, são com certeza braguistas empenhados, que querem sempre o melhor para o nosso clube. Os atuais conselheiros, na senda dos demais já falecidos nestes mais de cem anos, fazem parte da história deste clube, querem sempre o melhor para o SC Braga e querem que esta história que temos construído até aos dias de hoje continue a crescer e a tornar-se cada vez mais rica em grandes momentos. Entendo que as diferentes interpretações das alterações propostas são naturais, dependem da ideia que cada um tem para o clube e do modo apaixonado como o vivemos, não havendo, na minha opinião, razão para alarmismos. É uma proposta que cabe aos sócios aprovar ou não», disse.