A Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Vitória de Guimarães, da I Liga portuguesa de futebol, prometeu hoje que informações relativas à “situação económico-financeira” do clube e da SAD vão ser prestadas às candidaturas as eleições de 13 de junho.
Em comunicado divulgado no site oficial dos minhotos, o órgão social assumiu que tem recebido “diversas comunicações por parte de alguns associados”, individualmente ou em grupo, para “salvaguardar o direito à informação”, algo que a direção demissionária, presidida por António Miguel Cardoso, tenciona fazer perante as candidaturas que se apresentem a sufrágio.
“Foi assegurado pela direção do Vitória de que se propõe prestar as informações e esclarecimentos necessários a todas as candidaturas que efetivamente se venham a submeter ao sufrágio eleitoral, e que sejam estatutariamente validadas, sobre a situação económico-financeira do Clube e da SAD, em condições de total transparência e igualdade”, refere a nota assinada pelo presidente, João Henrique Faria, e pelos restantes elementos do órgão social.
A MAG refere ainda que já deu conta à direção do clube e à administração da SAD das preocupações veiculadas por alguns associados relativamente à “situação económico-financeira do clube e da SAD”, tendo recomendado que se respeite o direito à informação do acionista Vitória Sport Clube, detentor de 67,84% do capital da SAD.
O órgão presidido por João Henrique Faria adianta também ter apelado à direção para “dar conhecimento das informações que se mostrem necessárias e suficientes” para “uma correta avaliação da situação económico-financeira” às listas que se candidatem às eleições.
A MAG promete ainda assegurar que o ato eleitoral decorre de “forma democrática, esclarecida, livre e pacífica” e convida todos os associados e órgãos sociais a “promoverem o diálogo entre si”, sob a condição de que “além e acima dos interesses individuais, ainda que legítimos”, estão “os superiores interesses do Vitória Sport Clube”.
As eleições do Vitória de Guimarães realizam-se em 13 de junho, após a demissão de todos os órgãos sociais, na sequência do anúncio realizado em 14 de abril pelo presidente do clube, ainda em funções, António Miguel Cardoso.
Em 30 de agosto de 2025, o dirigente afirmara, após o empate caseiro com o Arouca (1-1), para a quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol, que iria deixar o cargo se a formação vimaranense se classificasse abaixo dos cinco primeiros lugares.
O Vitória ocupa, neste momento, o sétimo lugar da I Liga, com 42 pontos, já sem hipóteses de alcançar o quinto classificado, Famalicão, com 51, a três jornadas do fim do campeonato.
Belmiro Pinto dos Santos, que foi presidente da mesa da assembleia geral do Vitória entre 2022 e 2025, no primeiro mandato da direção de António Miguel Cardoso, e Nuno Mendes, atleta da secção de kickboxing do clube, já afirmaram ser candidatos à presidência da direção, embora sem divulgarem pormenores sobre as listas que eventualmente encabeçam.
No final da época 2024/25, a SAD do Vitória, responsável pelo futebol profissional, apresentava um capital próprio negativo de 24 milhões de euros (ME), situação que configura falência técnica, fruto de um ativo de 45,4 ME e de um passivo de 69,4 ME, enquanto o clube detém capital próprio positivo (24,3 ME), face a um ativo de 30,4 ME e um passivo de 6,1 ME.