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Falar (e escrever) sobre o que realmente importa

Quando me falta tema para um artigo apetecia-me ser diretor de comunicação (DC) de um dos ditos grandes clubes deste país. Não necessitaria de falar ou escrever sobre assuntos do meu clube, onde tentasse valorizá-lo, como penso ser a sua função, bastando denegrir adversários, árbitros e até instâncias superiores da modalidade. Não sendo um destes reputados DC que rivalizam em popularidade com o mais conceituado futebolista, limito-me a tentar valorizar pessoas, instituições e modalidades que habitualmente não têm espaço visível em televisões e jornais. Escrevo, após regressar de Guimarães onde acompanhei alunos da minha escola que, pelos resultados obtidos no corta-mato escolar, ganharam o direito (e o dever) de representar a escola no corta-mato distrital. Acompanhei uma organização de excelência dos responsáveis do Desporto Escolar de Braga, vi e admirei o empenho de alunos, professores e… motoristas de autocarros para que tudo corresse pelo melhor. Rejubilei com professores(as) no decurso da prova, a dar instruções, de tal forma acalorada, que dei comigo a pensar: “Comparativamente, o Jorge Jesus é pacífico a dar instruções para dentro do campo”. Às instruções e pedidos dos professores, tentando que os seus atletas conquistassem vitórias individuais e/ou coletivas, percebi a resposta (com esgar de sofrimento, muitas vezes) dos alunos na tentativa de não defraudar quem acreditava nas suas potencialidades. No final, como em todas as competições, havia risos e choros, medalhados, quase medalhados, e participantes que foram apenas para ter o prazer de integrar uma competição distrital e representar a sua escola o melhor possível. Recentemente (domingo) assisti a uma competição internacional de Ginástica Aeróbica na Universidade do Minho integrando o programa anual da Cidade Europeia do Desporto. Não sendo adepto da modalidade estranhei ver 11 juízes quando no estrado gímnico estavam apenas, um, dois ou três atletas. Acredito que foi desta modalidade que os dirigentes do nosso futebol tiraram a ideia de aumentar exponencialmente o número de árbitros. Tanto assim que até já notei algumas parecenças. Na ginástica aeróbica, quando os atletas terminam a sua prova, são aplaudidos, sentam-se nuns sofás e aguardam as notas dos juízes. Semelhante ao que acontece no futebol atual quando há golos, festeja-se, aplaude-se, e sentamo-nos todos (os atletas ainda não, mas lá virá o dia) à espera da decisão dos juízes de Lisboa. Assim sendo, espero que seja transportada para o futebol (de formação) também, a postura de respeito que vi, nesta prova, dos atletas e dos pais para com os juízes. Mudando de assunto, questiono-me quem se terá lembrado de colocar ABC-Belenenses (17h) e SCB-Vitória de Setúbal (18h15) sábado, em horários coincidentes… em parte. O que é suposto eu e outros como eu…fazermos? Provando que o trabalho de qualidade dá frutos, dou os parabéns à seleção nacional de Futsal e aos seus principais responsáveis (Jorge Braz e Pedro Dias). Força PORTUGAL…
Autor: Carlos Mangas
DM

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9 fevereiro 2018