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Cinco grupos de teatro amador do Vale do Minho apresentam peça criada em rede

Cinco grupos de teatro amador do Vale do Minho apresentam peça criada em rede
Fotografia DR

Redação/Lusa

Publicado em 29 de abril de 2026, às 18:02

Associação reúne os municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira

Os cinco grupos de teatro amador das Comédias do Minho apresentam entre os dias 8 e 30 de maio uma peça construída em rede em cinco municípios do Vale do Minho, revelou hoje a organização.

“Pela primeira vez, os cinco grupos de teatro amador do território apresentam um projeto de criação partilhado que se desdobra em espetáculos autónomos, pensados simultaneamente como partes de uma única obra dramatúrgica”, descreve a associação cultural Comédias do Minho, que reúne os municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo.

O ponto de partida para as peças de teatro que vão ser apresentadas no FITAVALE — Festival Itinerante de Teatro de Amadores do Vale do Minho, produzido pelas Comédias do Minho, é a obra “O Pior é que Fica”, de José Maria Vieira Mendes.

A partir deste texto, os grupos CTJV (Monção), Outra Cena (Vila Nova de Cerveira), +TAC (Paredes de Coura), Os Simples (Melgaço) e Verdevejo (Valença) desenvolveram, ao longo de oito meses, cinco criações distintas: Suspiro, A Vida de Max, O Pior, Vocabulário e A Morte de Max.

Cada espetáculo estreia no seu território, terminando numa apresentação conjunta, a 30 de maio, em Valença, sob a forma de uma única peça em cinco atos.

O arranque acontece a 08 de maio, no Cineteatro João Verde, em Monção, com “Suspiro”, do CTJV, com criação e encenação de Cheila Pereira.

A 09 de maio, o festival segue para Vila Nova de Cerveira, onde o Palco das Artes recebe o grupo Outra Cena e apresenta “A Vida de Max”, com encenação de Tânia Almeida.

A 15 de maio, em Paredes de Coura, o Centro Cultural acolhe “O Pior”, criação do +TAC com encenação de Luís Filipe Silva.

O festival passa por Melgaço a 22 e 23 de maio, na Casa da Cultura, com “Vocabulário”, adaptação de Ana Perfeito para o grupo amador Os Simples, com música ao vivo de Dario Rocha.

A 30 de maio, o Auditório de Verdoejo, em Valença, acolhe não uma sucessão de espetáculos mas “a uma única peça estruturada em cinco atos”.

“O desfecho cabe ao grupo Verdevejo, com A Morte de Max, encenado por Sara Costa, que apresenta uma reflexão sobre o tempo, as escolhas e a condição humana, protagonizada por um conde imortal que decide experimentar os limites da vida”, descreve a organização.

Para Fátima Alçada, diretora artística da Comédias do Minho, o festival de 2026 “afirma-se como um exercício de criação em rede e de celebração comunitária”.

“Durante oito meses de ensaios e oficinas de capacitação, atores e encenadores de cinco municípios transformaram um texto de José Maria Vieira Mendes em matéria viva de reflexão, demonstrando que o teatro amador é um espaço fértil de pensamento, encontro e transformação social”, observa, citada no comunicado.

Segundo a responsável, no FITAVALE, “as comunidades não são apenas o contexto do festival, são os seus verdadeiros protagonistas”.

A entrada é sempre gratuita, sujeita à lotação dos espaços.

O FITAVALE integra o projeto INTEGRA’ATIVA’MENTE, promovido pela CIM Alto Minho e cofinanciado pela União Europeia, no âmbito do Programa Regional do Norte 2030.

Fundada em 2003, a associação cultural Comédias do Minho tem uma missão centrada na criação de um projeto cultural adaptado à realidade socioeconómica local, envolvendo ativamente as comunidades, através de uma companhia de teatro profissional, um projeto pedagógico e um projeto comunitário.