O presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), António Grilo, enalteceu ontem o trabalho desenvolvido pelo Centro de Computação Gráfica (CCG) da Universidade do Minho ao longo dos 30 anos de existência. António Grilo considerou que o CCG «é um exemplo nacional» na procura de «soluções inovadoras» para os problemas das pessoas, das empresas e da sociedade. «O Centro de Computação Gráfica, que foi criado em Coimbra e que registado uma grande evolução desde que passou para a Universidade do Minho, é um exemplo nacional da visão de que Portugal é capaz de ter uma grande ambição face ao futuro», disse António Grilo.
O presidente da ANI, que falava na sessão de abertura das comemorações dos 30 anos do Centro de Computação Gráfica, recordou que foi o investigador João Luís Encarnação quem «protagonizou a «visão ambiciosa» que levou a unidade de investigação a tornar- -se «no parceiro básico» das entidades públicas e privadas. «É hoje uma referência nacional de excelência na transferência do conhecimento tecnológico para as empresas e na inovação da economia», acenDM tuou António Grilo. Na mesma linha do presidente da Agência Nacional de Inovação foi também a eurodeputada Maria Graça Carvalho.
A relatora do “Horizonte 2020 - Programa-Quadro de Investigação e Inovação (2014-2020)” da União Europeia considerou que «o Centro de Computação Gráfica é agora muito mais» do que uma unidade de investigação e realiza «um trabalho de utilidade pública enorme para Portugal», uma vez que «desenvolve e transfere para as empresas e para a indústria o conhecimento que produz, transformando o conhecimento e a investigação em soluções que melhoram a vida das pessoas e das cidades».
A também ex-ministra da Ciência e do Ensino Superior sublinhou que o CCG «é um exemplo nacional» do que deve ser a passagem do saber académico para a economia, e vincou a ideia de que «não é por acaso que esta região [servida pela Universidade do Minho] é das regiões com uma das maiores taxas de emprego e de maior atração de investimento nacional».
Para a professora catedrática do Instituto Superior Técnico (Universidade de Lisboa), o Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho tem agora pela frente um novo desafio, que passa pelo combate à iliteracia digital, pela sensibilização das empresas para «o investimento crítico» no saber e na inovação e pela afirmação das mulheres no mundo da inovação tecnológica.
«Este é ponto mais fraco, não só de Portugal, mas também da Europa», disse Maria da Graça Carvalho, notando que «esta realidade tem que melhorar», mas que para isso «é fundamental o trabalho do Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho».