As quatro candidaturas às eleições do Vitória de Guimarães, marcadas para 13 de junho, foram hoje entregues no Estádio D. Afonso Henriques, sede do clube da I Liga portuguesa de futebol.
Júlio Vieira de Castro, Belmiro Pinto dos Santos, Viriato Sampaio e Rui Rodrigues entregaram as respetivas listas à Mesa da Assembleia Geral (MAG), todas elas com um número de assinaturas de sócios acima das 300 necessárias para concorrerem ao sufrágio que se realiza na sequência da demissão do ainda presidente, António Miguel Cardoso, oficializada em 14 de abril.
A candidatura encabeçada por Júlio Vieira de Castro foi a primeira a apresentar-se no Estádio D. Afonso Henriques, por volta das 14:30, para entregar uma lista subscrita por 1.125 associados, que visa “defender os interesses do Vitória e dos seus associados”.
“Apresentamo-nos sem promessas fáceis, com serenidade, em prol do Vitória Sport Clube. Somos uma equipa comprometida com o futuro do Vitória. Somos uma equipa ativa na vida do clube nos últimos anos. Estamos aqui com todo o sentido de responsabilidade para arranjar as soluções que o Vitória precisa para crescer no panorama nacional, quer nas modalidades amadoras, quer no futebol”, disse.
Candidato à presidência do emblema vitoriano pela primeira vez em 2018, Júlio Vieira de Castro disse que “não podia virar as costas” a um desafio que considera “maior” do que o de há oito anos e confirmou a entrega de um pedido de reunião para apurar a realidade financeira da instituição.
Às 15:30, Belmiro Pinto dos Santos apareceu no Estádio D. Afonso Henriques com os restantes candidatos aos órgãos sociais da sua lista e prometeu também dirigir uma série de perguntas à MAG e à direção em exercício sobre o estado financeiro do clube e da SAD.
Grato pela recetividade dos sócios à sua candidatura, que reuniu 859 assinaturas, o ex-presidente da MAG do Vitória, entre 2022 e 2025, assumiu que o desempenho desse cargo lhe deu “um conhecimento global” do Vitória.
“Foi um conhecimento abrangente, sendo que o facto de não ter funções executivas torna muito limitado o conhecimento da gestão diária do clube e da SAD”, disse.
Presente no Estádio D. Afonso Henriques às 16:30, Viriato Sampaio disse ter “bastantes dados” quanto à situação financeira do clube e da SAD, restando-lhe conhecer detalhes que devem ser transmitidos “transversalmente a todas as listas”.
Disposto a trabalhar com o fundo V Sports, detentor de 29% do capital social da SAD, o candidato realçou ainda que o Vitória é um “clube vivo, com caminho, com futuro” e com margem para gerar mais receitas.
“Temos de começar pela saúde financeira do clube. Depois, em termos desportivos, vamos ter os departamentos próprios. Queremos ainda ter uma componente tecnológica de inovação para tentar gerar mais receitas”, disse, após entregar uma candidatura subscrita por 1.049 sócios.
Vice-presidente para a área financeira e administrador da SAD em exercício, Rui Rodrigues foi o último candidato a apresentar a lista, às 17:30, e disse saber o que foi “bem feito” nos mandatos de António Miguel Cardoso, o presidente em funções, o que “está por fazer” e o que “tem de mudar”.
“Não somos um projeto de continuidade. Somos um projeto de evolução. A continuidade repete e a evolução melhora. É por isso que estamos aqui, com conhecimento por dentro, mas uma visão nova e uma equipa renovada”, defendeu, após a entrega de uma lista subscrita por 1.647 associados.
O dirigente frisou ainda que os cargos desempenhados no clube e na SAD lhe deram um “conhecimento profundo”, que, a seu ver, lhe permite criar uma estabilidade “muito importante para o projeto do Vitória”.
Depois do ato de entrega, a MAG tem de validar as candidaturas e sortear a ordem das listas no boletim de voto para as eleições mais concorridas da história do clube, superando os escrutínios de 2007, 2019 e 2022, com três listas cada um.