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Vila Nune e Faia eternizam fé nos padroeiros com bênção de dois monumentos

Fotografia Francisco de Assis

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 28 de junho de 2026, às 21:49

A cerimónia foi presidida por D. Nélio Pita, Bispo Auxiliar de Braga

As comunidades cristãs de Santo André de Vila Nune e de São Tiago da Faia, Arciprestado de Cabeceiras de Basto, eternizaram hoje a fé nos seus padroeiros, com a bênção de dois monumentos de gratidão e esperança. A cerimónia festiva foi presidida pelo Bispo Auxiliar de Braga, D. Nélio Pita.

Num texto enviado ao Diário do Minho, o pároco destas duas comunidades, padre Rui Filipe Marques Araújo, salienta que foi um dia de profunda alegria, de comunhão e de memória aquele que se viveu ontem em Vila Nune e Faia. «Num ambiente de festa e de oração, foram inaugurados os monumentos dedicados aos seus Padroeiros, dois símbolos que ficarão para as gerações futuras como testemunho da fé, da identidade e da história destas terras», lê-se.

De acordo com o pároco, em Vila Nune, foi inaugurado o monumento em honra de Santo André, «generosamente oferecido pela família do senhor Armando, gesto que traduz um profundo amor à comunidade e à sua tradição cristã».

Na comunidade de Faia, foi a vez de ser inaugurado o monumento em honra de São Tiago, «oferta da D. Maria da Fonte, cuja generosidade permitiu deixar um sinal permanente da devoção ao Apóstolo que, há tantos anos, protege e inspira aquela comunidade». A cerimónia teve início com a Eucaristia, presidida por D. Nélio Pita, uma celebração que reuniu fiéis, famílias, crianças, jovens, idosos e representantes das diversas comunidades. Na sua homilia, o Bispo Auxiliar de Braga destacou a importância de manter viva a fé recebida dos antepassados e de continuar a construir comunidades onde Cristo seja o centro da vida.

Segundo o padre Rui Filipe Marques, a bênção e  inauguração dos monumentos foram «momentos vividos com emoção e profundo sentido de pertença. Entre aplausos, oração e gratidão, as comunidades contemplaram aqueles que passam agora a ser marcos visíveis da sua história e da sua caminhada de fé».

Para o pároco de Vila Nune e Faia, mais do que simples obras de arte, estes monumentos pretendem ser um verdadeiro memorial da vida das comunidades. São um sinal de agradecimento a todos os sacerdotes que, ao longo dos anos, dedicaram a sua vida ao serviço destas paróquias, anunciando o Evangelho, celebrando os sacramentos e acompanhando o povo nas alegrias e nas dificuldades», escreveu, acrescentando.

«São também uma homenagem silenciosa a todas as famílias que fizeram crescer estas comunidades, às crianças que representam o futuro da Igreja, aos jovens que continuam a ser chamados a testemunhar a sua fé, aos idosos que guardam a memória viva das tradições e aos doentes que, no silêncio do sofrimento, sustentam a comunidade com a força da sua oração».