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Universidade do Minho na vanguarda do ensino

A Universidade do Minho é um marco da região e, também, da cidade de Braga. Tive a felicidade do percurso daquela coincidir, em momentos chave, com o percurso da minha vida. Recebeu os primeiros estudantes no ano lectivo de 75/76, período do seu – digamos assim – efectivo nascimento para o que era o seu múnus – estava eu a nascer. Estava longe de pensar que iria assistir ao vivo e em 22/3/1986, ao lado daquela que foi a minha escola primária – a “Escola Velha” de Gualtar – ao lançamento, pelo então Primeiro-Ministro Prof. Cavaco Silva, da primeira pedra do futuro campus; muito mais longe de imaginar nesse momento, aí com apenas 9 anos, terminar o meu percurso académico ali mesmo junto onde o iniciara! A Universidade do Minho conseguiu, em 40 e poucos anos granjear reconhecimento pela competência e qualidade, seja dos seus docentes, seja dos seus discentes, pela marca da investigação, pela oferta variada e excelência formativa; tudo numa simbiose assinalável e robusta de integração e comunicação com as instituições da região, a economia e o mercado. É, claramente, um exemplo de sucesso; impor-se sustentadamente em tão pouco tempo é assinalável! Conta, actualmente, com 12 escolas e institutos, quase 20 mil estudantes, mais de mil docentes, 31 unidades de investigação e tem coleccionado notas máximas em plúrimos rankings internacionais. O último dos quais divulgado este ano, coloca-a entre as 500 melhores instituições de ensino superior mundial em 18 áreas científicas – assim a elege oShanghaiRanking’s Global Ranking of Academic Subjects 2020. A instituição de Ensino Superior minhota está no top 75 na área de Ciência e Tecnologia Alimentar, no top 100 em Engenharia Civil e lidera a nível nacional em Direito (top 150), Educação, Psicologia e Nanociência & Nanotecnologia (todas no top 400). Criado em 2009, oShanghai Ranking’s Global Ranking of Academic Subjectsavaliou, nesta edição, um universo de mais de 4 mil universidades de todo o mundo em 54 áreas específicas de ensino e investigação. Sublinho em particular o “meu” curso de Direito que, segundo aquele ranking, lidera o patamar nacional e ficou classificado no intervalo [101-150] na lista das melhores universidades mundiais. Tenha-se presente que o curso tem apenas 27 anos e os primeiros licenciados saíram há somente 22 anos; um curso que começou pequenino, tanto que quando entrei para o mesmo – no distante ano de 1994 – estava integrado ainda na Escola de Economia no então Departamento Autónomo de Direito. É, pois, obra! O sucesso advém de toda uma nova perspectiva, de uma abertura ao exterior, de uma dinâmica actualizada permanentemente, da inovação; é neste quadro que surge – e não posso deixar de invocar – um projecto que é uma ferramenta de desenvolvimento profissional que sedimenta toda uma nova matiz essencial para os estudantes e, consequentemente, para a Universidade: o Programa Mentorias! Trata-se de fazer que um profissional mais experiente (Mentor) auxilie e acompanhe – com base na sua relevante experiência pessoal e profissional, adquirida ao longo da sua carreira – alguém menos experiente (Mentorando). Mas – e aqui reside a sua peculiaridade que lhe dá, porém, horizonte – não se traduz num estágio profissional, mas de uma troca de competências transversais, conquanto o Mentor é de área diferente do Mentorando. Dou o exemplo pessoal em que sendo de Direito me foi atribuída uma mentora na área da Engenharia e Gestão de Sistemas de Informação; isto concede uma maior aptidão a enfrentar diversas situações profissionais, potenciando o crescimento pessoal e profissional. É nesta contínua busca por saídas inovadoras para a sua comunidade académica, com reflexos no mundo que a mesma vai integrar, que a Universidade do Minho implanta, dia após dia, as suas raízes dentro e fora dos seus muros. É, assim, que começa a atrair nacional e internacionalmente capacidades e massa crítica capaz de a potenciar como nunca! Por isso esta é uma Instituição que – como espelha a sua recente campanha digital – permite agarrar sonhos!
Autor: António Lima Martins
DM

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19 agosto 2020