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Tudo… tudo menos uma Guerra Mundial

  1. As 4 primeiras “vítimas da Guerra”). A 1.ª será a “verdade da narrativa”, uma vez que é imperioso aos Estados envolvidos dar (com exclusão de outras interpretações) a sua “visão dos factos” (a propaganda), visto que passam a estar em causa “altos interesses”. A 2.ª “vítima” será a Liberdade (individual) de Expressão; a Liberdade de Pensamento, essa continua, é claro; porém, o cidadão que duvide da propaganda do Estado em guerra, inibe-se de exprimir o seu pensamento com liberdade, uma vez que, no futuro (ou já no presente), pode ser alvo de consequências, às vezes bem negativas. A 3.ª “vítima” é, na sequência disto, a Liberdade “de Imprensa”, a Liberdade Mediática em geral; i. e., a liberdade de comunicar aos outros (às “massas”) a sua visão discrepante. A 4ª vítima é a Liberdade de Reunião e Associação, pelos mesmos motivos.

  2. Unanimismos exacerbados). O Unanimismo por si, já é uma aberração; é algo de “cozinhado” e com mau paladar. O tempo e a acção humana acabam sempre por dissolver os unanimismos (porém com frequência demora muito e as suas consequências são terríveis). Basta lembrar o unanimismo do PREC (ultra-esquerdista e que durou de 1974 a 80). O unanimismo estalinista, o hitlerista, o maoista. Ou o republicano-maçónico português, de 1910 a 26 (e para alguns “mais exigentes”, também o que se lhe seguiu, de 1926 a 74). Ou o que levou à 2.ª invasão do Iraque (em 2003 e que deu origem a Abu Grahib, a Guantánamo e ao DAESH…). Ou o unanimismo (em construção e de pés de barro, claro) da nova “cultura de cancelamento” e das 365 variedades sexuais.

  3. Unanimismos que provocam potências atómicas). Estou a escrever em 11-3-2022. E tenho assistido, de início com pasmo e incredulidade, a um supostamente fabricado unanimismo pro-ucraniano e anti-russo, em todos os “media” e (quase) todos os governos dos países da C. Europeia (e noutras democracias). Sem ter qualquer consciência (e preocupação) de que estão a vilipendiar e provocar um país que possui ca. de 6 mil ogivas nucleares; com as quais pode atingir Portugal ou a própria América… Em vez de preservarem a Segurança (e a Economia) dos seus países, os políticos democráticos põem-se a apostar na queda (pouco provável) do Regime (democrático), que dada a popularidade de Pútine, resvalou para uma mal disfarçada Autocracia; porém, devidamente sufragada pelo voto popular…

  4. Invadir antes que outros “invadam”, como começou a “Guerra entre os 2 Vladimiros”). Realmente, o 1.º nome de Pútine e de Zelenski é Vladimiro. Mas esta guerra também se podia chamar, como o livro do FLAVIO JOSEFO (séc. I d. C.), “A guerra judaica”, dado que os principais adversários da Rússia no conflito, são todos judeus. Zelenski é; o PM “britânico”, Boris Johnson, é; e o ministro principal do velho e cansado Biden, Antony Blinken, também é (já para não ter de lembrar que a vice, Kamala Harris, até descende da Índia). Pelo que eu pude observar, até 24 de Fevereiro, a Rússia e a Bielo-Rússia realizaram fortes exercícios militares dentro das suas fronteiras; talvez para lembrar à actual liderança ucraniana aquilo com que poderia contar se continuasse na arriscada senda de “mudar de bloco” e saltar a cerca para o lado da CE e da NATO. A intenção seria (desta vez…) só essa. Porém, Kamala, Blinken, Johnson, Stoltenberg, Biden, Borrel, v. d. Leyen, Zelenski, etc., todos falando de cima para baixo à Rússia (em provocações nada “diplomáticas”), levaram a Rússia a uma resposta moderada . Que foi a de dizer que reconheciam a independência das repúblicas de Lugansk e de Donetsk. Os boicotes comerciais (gás, petróleo, bancos, cereais, metais) logo começaram e a Rússia, finalmente invadiu.

  5. O golpe de 2014, na praça Maidan e a obrigação constitucional de aderir a NATO). Em 2014, o legítimo presidente ucraniano Yanukovitch (pro-russo), foi deposto e as forças anti-russas (Poroshenko e agora, o ex-comediante Zelenski) tomaram o poder. A dita norma constitucional agora introduzida, era uma provocação que, mais cedo ou mais tarde daria no que deu.

  6. Duas visões irreconciliáveis). Parte dos actuais ucranianos consideram-se uma nação, embora nunca tenham tido um Estado (tal como os curdos, os bascos ou os tibetanos). Porém, para a Rússia, que vai desde a Polónia (Kaliningrad) até à China e Coreia do Norte, há muitos povos, dentro das suas fronteiras, que são infinitamente mais diferentes dos russos que os ucranianos e bielo-russos. Kiev até foi a 1.ª capital da Rússia (séc. IX a XIII); e reconquistada à Polónia desde 1667.

  7. Não é a guerra que aumenta os nossos preços; são as sanções à Rússia). Não adivinhava tanto seguidismo e tanta irresponsabilidade, da parte dos líderes democráticos que temos elegido. Começou por se proibir o “Nordstream 2”, e acabou na proibição de importar gás, petróleo, cereais, óleos, fertilizantes, metais raros, perseguir os “oligarcas”, cancelar bancos, armar a Resistência ucraniana (assim multiplicando as mortes e a destruição…). A nossa futura crise económica vai pagar a guerra de Zelenski.

  8. Zelenski, para salvar a sua liberdade, apela a uma Guerra Mundial). Nós, pelo contrário, apelamos ao bom-senso dos líderes que elegemos. A situação lembra-me a de certos cafés mal frequentados; em que a gerência tem de rogar humildemente aos “vândalos”, que façam o que se espera deles como cidadãos; que não sujem os quartos de banho. Neste caso, que os políticos democráticos não nos metam numa Guerra Mundial, quiçá atómica. Ao que isto chegou…


Autor: Eduardo Tomás Alves
DM

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22 março 2022