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Triste espectáculo

A cada acto eleitoral, multiplicam-se os apelos ao voto. No entanto, no dia das eleições, o espanto com a abstenção repete-se. Vemos políticos e comentadores a alertar que é preciso restaurar a confiança na política, nos políticos e nos partidos.

Uns dias depois, já ninguém se lembra das boas intenções. Volta tudo ao mesmo. Aos olhos dos eleitores, a política continua a ser politiquice, alguns políticos a cometer as trafulhices do costume e os partidos a funcionar como estruturas ao serviço de interesses pessoais.

O espectáculo torna-se particularmente triste na altura da apresentação das listas de candidatos, em que “verniz” estala e os correligionários desatam ao estalo.

O processo transforma-se, não raras vezes, num acerto de contas, acompanhado pelo lavar de roupa suja em público. No meio destas guerras, vislumbra-se tudo menos o superior interesse do país.

Com estes lamentáveis episódios, como é que querem que os eleitores confiem nos políticos, nos partidos e até na democracia?


Autor: Teresa Ribeiro
DM

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1 agosto 2019