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Sem eficácia

Desde o último artigo aqui publicado já muitas emoções rolaram em Braga, na sequência dos desempenhos da sua equipa principal de futebol.

Há uma semana, a receção aos moldavos do Sheriff traduziu-se numa remontada inédita, com os Gverreiros do Minho a reverterem uma diferença negativa de dois golos, proveniente da primeira mão em Tiraspol, uma localidade com relações russas por agora indesejadas em função do conflito a que o mundo assiste com a boca aberta de espanto, e foram capazes de passar uma eliminatória que parecia uma montanha demasiado grande para ser escalada.

Terminou em êxtase a noite longa da Pedreira que só decidiu quem seguia em frente na Liga Europa depois de cento e vinte minutos, seguidos dos pontapés da marca de grande penalidade, onde surgiu o nome maior de Matheus que foi um autêntico guardião do templo. Os dois golos, bem construídos, no primeiro tempo e finalizados por Iuri Medeiros e Ricardo Horta haviam igualado a eliminatória. Foi um desgaste elevado, tanto a nível físico, como psicológico, mas que a alegria do sucesso ajudou a superar.

O sorteio, realizado no dia seguinte, colocou no caminho arsenalista o AS Monaco que, mesmo estando distante de outros tempos áureos, é um adversário de respeito, mas que alimenta a ambição braguista de conseguir novo sucesso e vencer mais uma etapa europeia que reforce o seu enorme prestígio internacional. Não existe muito tempo de estudo, pelo que é bom que os “alunos” de Carvalhal aprendam rapidamente a matéria que será avaliada nos exames previstos para a Pedreira, na primeira mão, já no dia 10, e no Principado, uma semana depois, em jogo da segunda mão.

Se a nível europeu o sucesso conseguido permitiu mais uma grande noite europeia, o regresso à liga portuguesa do SC Braga não foi feliz, uma vez que a receção aos açorianos do Santa Clara não passou do nulo, castigando sobremaneira a falta de eficácia em momentos de decisão, num jogo em que as oportunidades não abundaram e de onde sobressai o minuto 71, em que houve uma oportunidade tripla nos bracarenses, com duas dessas chances a serem devolvidas pelos ferros da baliza, num lance em que a sorte nada quis com os minhotos. Para os registos fica um empate que sabe a pouco porque, apesar de não ter sido um jogo avassalador, houve produção suficiente para marcar e vencer o encontro, ante um adversário valoroso, que acaba premiado pela positividade que a equipa foi capaz de colocar em campo, na noite fria do Minho.

Os próximos tempos colocam na rota arsenalista uma série de jogos complicados, a nível interno e externo, pelo que se espera uma resposta competente da equipa nesta fase difícil, a pedir Gverreiros de verdade cada vez que a equipa brácara entrar em campo.

Uma nota final para a equipa B do SC Braga que disputa, em Fão, no próximo sábado, um jogo decisivo para o apuramento para a fase de subida na Liga 3, ante o S. João de Ver. Ora, a jovem equipa arsenalista tem feito um percurso notável numa série competitiva, cujo resultado mais visível é a estreia pela equipa principal de muitos atletas oriundos da formação, pelo que merece estar na fase das decisões de promoção e, por isso, precisa do apoio dos seus, ainda que jogue praticamente ao mesmo tempo da equipa principal, que defrontará o Boavista, no estádio do Bessa.

Que a sorte e a audácia acompanhem as equipas arsenalistas.


Autor: António Costa
DM

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3 março 2022