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Ryanair

Comprei um bilhete de avião na Ryanair no dia 15/07/2018 que foi cancelado no dia seguinte. O motivo apresentado pela companhia aérea para o cancelamento foi a greve. Tive vários prejuízos com esta situação, posso exigir uma indemnização? Em termos gerais, a greve corresponde a uma circunstância extraordinária que não obriga a companhia aérea a pagar qualquer montante a título de indemnização. No entanto, neste caso em especial poderão ser exigidas responsabilidades à Ryanair. Na verdade, o pré-aviso de greve na Ryanair foi tornado público no início deste mês, mas a empresa manteve a venda de voos, através do seu site, até 17 de julho, sem referir a possibilidade de greve. Até esse dia, os consumidores compravam online, mas recebiam um aviso de cancelamento. Em alguns casos, logo no dia seguinte. Trata-se de uma prática comercial desleal, porque a Ryanair já sabia na data da compra que havia uma enorme probabilidade de aqueles voos não se realizarem, mas omitiu esta informação essencial ao consumidor. Se este tivesse sido informado, poderia ter decidido de forma diferente. Além disso, os passageiros podem não dispor de meios suficientes para adquirir, em tempo útil, um bilhete noutra companhia aérea, caso demorem a ser reembolsados pela Ryanair. Nestes casos, a Ryanair não pode dizer que a greve é uma situação extraordinária. A decisão de manter a venda dos títulos foi um risco que a empresa decidiu assumir. Mesmo que alegue que esperava realizar esses voos na data prevista, a verdade é que a convocação da greve faria prever o cancelamento de viagens, o que veio a confirmar-se. Os passageiros que compraram a viagem após o pré-aviso têm direito a reclamar uma indemnização, pois a companhia assumiu o risco de manter a venda, não podendo alegar que se estava perante uma circunstância imprevista. A indemnização só não será devida se os passageiros tiverem sido informados do cancelamento com pelo menos 2 semanas antes da hora programada de partida. Também não terá direito a indemnização se tiver sido informado com um pré-aviso entre 2 semanas e 7 dias se a companhia aérea disponibilizar voo que permita partir até 2 horas antes da hora programada e chegar ao destino final até quatro horas depois da hora. Por fim, se o prazo de pré-aviso for inferior a 7 dias, não terá direito a indemnização se a companhia aérea conseguir garantir voo de partida até uma hora antes da hora programada, com chegada ao destino que não ultrapasse as duas horas em relação à hora programada de chegada. Quanto aos passageiros que compraram o bilhete antes do anúncio do pré-aviso de greve, a transportadora também poderá não estar obrigada a pagar a indemnização se provar que tomou todas as medidas razoáveis para evitar o cancelamento ou que este não podia ter sido evitado mesmo que as tivesse tomado. Também verificámos que a Ryanair continua a não informar de forma adequada os passageiros sobre os seus direitos de assistência e compensação. Para reclamar poderá aceder a www.queixasdostransportes.pt Para esta e outras questões poderá contactar-nos na Avenida batalhão Caçadores 9 em Viana do Castelo, através do 258 821 083 ou ainda para [email protected]
Autor:
DM

DM

29 julho 2018