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Rússia ou Ucrânia, qual representa a Europa?

  1. Neutralidade portuguesa nesta guerra, seria a opção certa). Mal começou o conflito russo-ucraniano, tive oportunidade de escrever aqui, no DM, vários artigos, defendendo, entre outros, este ponto de vista. O 1.º deles (em 22-3-2022) foi “Tudo… tudo menos uma guerra nuclear”. Como parecem ignorar os mais incautos, a corrida ao armamento nuclear não tem sido tão zelosamente feita, entre EUA, Rússia (e ex-URSS) e China, entre outros, só para exibir simples “armas de dissuasão”. Elas infelizmente são produzidas para, como “ultima ratio” serem mesmo disparadas. Os provocadores e os caldaicos “pescadores de águas turvas” do costume, é que (querendo que a Rússia perca a paciência e as use) dizem que é tudo “bluff” e “não há esse perigo, estejam descansados”…

  2. O perigo real duma 3.ª Guerra Mundial). Que pode escalar para atómica (e de cujo efeito a América não se livra…). Porque, já se sabe, na imperfeita natureza humana existe, para muitos, o ditado de “perdido por 100, perdido por 1000”. E em 12 meses de guerra, a posição dos EUA, da CE, da NATO e da clique anti-Moscovo que rodeia o judeu Zelenski, é cada vez mais intolerante, arrogante e anti-russa.

  3. Qual é, afinal, a nossa Pátria?). Com o tratado de Maastricht (1992), começámos a perceber que afinal íamos (manhosamente) ceder boa parte da nossa independência a uma ilusória e pretensa “Europa”; a qual, aos poucos, iria tornar-se a nossa “nova Pátria”. Porém, desde Fevº de 2022, fomos verificando que ainda mandávamos menos; que a nossa futura “Pátria” seria a tal NATO, o “Ocidente alargado”, comandado secretamente pelo mesmo “povo bancário” que também comanda os Estados Unidos.

  4. Uma guerra “abençoada” e a razão histórica da Rússia). Para piorar a situação, o arcebispo Cirilo, actual “papa” da religião cristã-ortodoxa, a qual tem sede em Moscovo e inclui as várias províncias da Ucrânia, decretou que a guerra contra a agora infiel Kieve era o mesmo que uma Cruzada. Era uma “guerra santa” contra os inimigos da “pátria russa em sentido amplo” (a qual inclui a Ucrânia e a Bielo-Rússia). É que, a História atesta que o 1.º estado russo (fundado por Rurik no séc. IX d. C.) teve, desde Oleg o Sábio (879-912) a sua capital em Kieve. E acabou em 1223, na batalha de Kalka, vencida pelo mongol Gengis Khan. Desde 1243 todas as Rússias ficaram sob o domínio mongol da Horda de Ouro (à excepção da nortenha Novgorod). Kieve só é libertada no séc . XIV e fica sob domínio da Lituânia e Polónia. O norte e centro serão gradualmente libertados pela jovem Moscovo, que passo a passo vai reunificando os antigos territórios do 1.º estado russo. Kieve é reincorporada à Rússia desde 1667 (e até 1991, com o irreflectido Yéltsine). Note-se que as 3 línguas do grupo eslavo-oriental (russo, bielo-russo e ucraniano) são muito parecidas. E os 3 países são ortodoxos e fizeram sempre parte do Império czarista; e depois, da URSS. Nunca houve, pois, uma Ucrânia independente.

  5. Quem se considere “europeu”, tem de respeitar todas as “pátrias” da Europa). Não pode sobretudo odiar nenhuma (se o fizer está a ser outra coisa que não “europeu”). Se há um conflito entre a Catalunha e o resto da Espanha, tem de optar por Espanha. Se há outro entre Escócia e a Grã-Bretanha, opta pela Grã-Bretanha. Se amanhã a Madeira, os Açores ou o Algarve quiserem separar-se de Portugal, tem de optar por Portugal. Se a melhor província da Rússia se separa da antiga “mãe pátria”; se, pior que isso, sob o medíocre actor judeu Zelenski, proclama que se quer juntar aos rivais (eu diria, inimigos…) da sua antiga “mãe-pátria”, aderindo à CE e à própria NATO… Para mais, a NATO prometera verbalmente ao crédulo Gorbatchov, que não se estenderia para leste. E hoje, todos os países do pacto de Varsóvia foram aderindo à NATO. Antes, dizia-se “paciência de chinês”. Hoje, já se pode dizer “paciência de russo”.

  6. Um racismo anti-russo). Se é anti-russo, também é anti-europeu; e porque eu sou europeu, não me agrada mesmo nada. E objectivamente, tal é a postura lamentável de Biden, Kamala, Blinken, Boris Johnson, Zelenski, Stoltenberg, Pellosi, Baerbock, v. d. Leyhen, Mezzola, Duda, Sánchez, Macron, Sunak, Melloni, Borrell.

  7. O factor da “revanche” asquenazita). “Olho por olho, dente por dente”, já dizia o babilónico Código de Hamurábi, incorporado na mentalidade judaica. Refugiados de inúmeras perseguições em muitos Estados da Europa medieval, os hebreus foram encontrando um vasto espaço de relativo refúgio entre os incultos príncipes e aldeões da Polónia, Lituânia e Ucrânia. Quando desde os finais do séc. XVIII todos estes territórios foram anexados pelo Império Czarista, houve perseguições localizadas, os “pogroms”. Mas o pior veio depois, com a invasão hitlerista, que eliminou boa parte dos judeus locais (ca. de 13% da população); e fez 22 milhões de outros mortos, na Rússia…

  8. Se a Rússia se estende desde a Polónia até ao Japão, China e Coreia…). Decerto que não é avisado hostilizar uma potência europeia assim. E que só deseja a amizade com o resto da Europa


Autor: Eduardo Tomás Alves
DM

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7 fevereiro 2023