Ponto um - O dr. Costa lidera uma coligação parasitária e ingrata. Parasitária, porque nestes três anos de governação limitou-se a viver e a gerir o país à custa do arrojo e do dinheiro dos privados. Ingrata, porque esta coligação não perde oportunidade de diminuir, de afrontar, de amesquinhar o trabalho e o esforço hercúleo desenvolvido pela iniciativa privada para se impor nos mercados altamente competitivos.
A esquerda, ideologicamente, desvaloriza a capacidade de risco, de empenho e de resistência, de dificuldades variadas demonstrada pela classe empresarial. É isto que eu não percebo! A paciência que os privados têm para aturar tanta afronta e tanto disparate disparado por linhas extremistas totalitárias que não respeitam quem cria riqueza, postos de trabalho e contribuiu grandemente para a coesão social. Não é aceitável!
Ponto dois - Os extremistas estão agarrados a preconceitos, as rancores, a ódios a tudo o que seja de matriz privada. Lutam tenazmente pela igualdade na pobreza, estimulam a dependência subsidiária das pessoas e enchem a boca de nacionalizações e de renacionalizações, como isto fosse a pedra angular do sucesso e de boas governações. Os extremistas querem cidadãos passivos e amorfos. Cidadãos sem capacidade de reacção e de crítica. Por outro lado, o sector empresarial privado é dinâmico, inovador e empreendedor para engulho dos extremistas.
Ponto três - Eu definia a esquerda como os melhores exemplares políticos da hipocrisia, da inveja, dos embustes e da ignorância. Se lhe juntarmos a amnésia, a irresponsabilidade e a miopia temos o arquétipo perfeito dos verdadeiros defensores das causas sociais. O que fez a esquerda para alterar o paradigma de desenvolvimento deste país? Nada ou coisa pouca, a não ser aumentar a despesa do Estado, colocar os amigos e os “boys” nos lugares chave da administração pública, controlar os órgãos de comunicação social, sempre que possível e depois propagandear os grandes feitos que não lhe pertence.
Todos recordámos o controlo da Caixa Geral de Depósitos pelo grupo socrático que causou milhares de milhões de euros ao erário público. Também não podemos esquecer o défice historicamente baixo que Centeno se apropriou, mas que não lhe pertence. Quem foi o responsável pelo crescimento económico do país?
Ponto quatro - Os serviços públicos estão uma lástima. Na Saúde, sector vital do país, as cativações de Centeno retiram-lhe dignidade e funcionalidade. Há consultas de especialidade, como Cardiologia, que fazem esperar os utentes três ou mais anos. Uma vergonha. A Escola pública funciona manca com necessidades prementes de assistentes operacionais que colocam em causa a segurança dos alunos e das Escolas.
Ponto cinco - Como a incompetência não é suficiente para destruir o país, mercê do sector privado que tem servido de travão aos desmandos da esquerda parasitária, esta mesma esquerda avança com medidas demagógicas e de irresponsabilidade como o horário de trinta e cinco horas, a diminuição do IVA da restauração, livros escolares para todos, ricos e pobres, passes sociais, idem aspas.
Ponto seis - Qual foi o investimento público deste governo? Simplesmente o mais baixo de que há memória em democracia, contrariando os princípios económicos de Keynes que a esquerda tanto gosta e apoia. Achei piada à propaganda desencadeado pelo ministro socrático reciclado, P. Marques na questão da ferrovia. Depois da divulgação dos “feitos” deste ministro, o jornal “Público” veio desmascarar toda a propaganda, afirmando que o investimento na ferrovia ocupou somente 8% do programa 2020, faltando, portanto, investir 92%. Perante a notícia, o ministro meteu a viola ao saco, remeteu-se ao silêncio e desapareceu de cena.
Autor: Armindo Oliveira