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Ponto por ponto

Nunca foi tão pertinente e tão necessário pôr o dedo na “ferida gangrenada” num governo como agora. O dr. Costa anda muito nervoso. Está a ficar “animal feroz”, tal como o seu antigo chefe.   Ponto um - Temos um partido minoritário a dominar o poder e vemos a exercê-lo como se fosse o dono disto tudo. Não. Não é, nem pode ser o dono disto tudo! Todos os serviços públicos foram colonizados com gente sua, o que é confrangedor para a democracia e para a transparência das instituições. Não, não pode usurpar todos os lugares de chefia ou lugares de destaque nas instituições do Estado. O Estado não lhes pertence. É um abuso e um procedimento antidemocrático. É condenável e uma estupidez. É, enfim, um exemplo degradante e mesquinho em democracia. Será que estamos num país do terceiro mundo? O partido desboca a todo o momento um rol incomodativo de “solidariedades”, de “quereres” e de compromissos bolorentos para enganar o papalvo. E tem resultado, adocicando o repasto, com ilusões e fantasias. E o pessoal parece gostar. O governo engendra e anuncia, neste momento de crise profunda, um “investimento” de milhares de milhões de euros numa coisa, hidrogénio verde, que pouco se sabe da sua potencial rentabilidade para o desenvolvimento do país. Não é muito aceitável e congruente. Isso é certo!Do investimento conhecem-se os riscos. Por isso, é preciso muita sensatez. Temos mais uma vez, o governo em alta voltagem e a querer pôr dinheiro em investimentos à PS. Muito dinheiro gera muita clientela. Daí, brota a corrupção. A reacção de Galamba, Secretário de Estado da Energia, às críticas deste investimento foi infeliz, ofensiva e disparatada, alinhando-a bem com o slogan socialista, em momentos de desnorte, “quem se mete com o PS leva”.   Ponto dois - Temos uma extrema-esquerda, BE, intolerante e vingativa, que, com o seu poder virtual, ajudou a destruir toda uma política de moderação económica e de progresso efectivo. Esteve e estará mais interessada em arranjar fracturas sociais, do que promover o bem-estar do cidadão, das famílias e de toda uma sociedade que aspira a ter uma vida mais tranquila. Essa gente extremista quer impor uma cartilha de comportamentos e uma agenda de confrontos permanentes que desaguam na tentativa de destruição do modelo social europeu, da iniciativa privada e da liberdade individual. Agora, deu-lhes, como última causa fracturante, querer rotular o país de “racista”. O PCP, coitado, um partido fora do tempo e do lugar, deveria penitenciar-se pelos horrores de Estaline que chacinou milhões de compatriotas e deportou para os campos de trabalho (gulagues) outros tantos milhões. Um partido moribundo que se arrasta no tempo. A irresponsabilidade da realização da Festa do Avante! diz tudo acerca deste partido totalitário.   Ponto três - Temos um PAN que guindou para primeira preocupação do seu programa de acção a vida dos cães e dos gatos. Defendem a eutanásia para os humanos e rejeitam-na para os animais. Defende um sns para os irracionais, quando o SNS a funcionar padece de problemas gravíssimos na cobertura efectiva das necessidades que existem. Não vemos este partido a insurgir-se contra as 242 mil cirurgias atrasadas, em que cerca de 100 mil correm o risco de vida se não forem efectuadas com urgência. Será que o PAN tem noção desta triste realidade ou está enchafurdado em questiúnculas de importância animalesca?   Ponto quatro - O caso de Reguengos é uma vergonha para um país ocidental. Um caso de polícia e de Justiça. O desprezo pela vida dos mais velhos e dos doentes. Uma indignidade que ofende todos aqueles que se incomodam com o país e pelo seu bem-estar. Uma afronta à vida das pessoas dependentes pela idade e pela saúde. Uma tristeza de governantes! Deveria haver consequências políticas e criminais pelas mortes arrepiantes (abandono, desnutrição, desidratação) que se verificaram em Reguengos de Monsaraz, pacata vila alentejana. É incrível tanto desleixo, tanta irresponsabilidade e tanta mentira! Bela teia!   Ponto cinco - A ministra responsável pela área Social não leu o relatório elaborado pela Ordem dos Médicos a propósito do funcionamento do Lar de Idosos de Reguengos. Mas, isso não é importante. A morte de 18 “velhos” também não é importante. Importante é dar ênfase e sentir indignação pela morte dos animais no incêndio de Santo Tirso. Que país é este? Que gente é esta? Que grande confusão existe na mente das nossas elites políticas e deste povo que corre ainda atrás de sombras e de “ideologias” do circo! Que tristeza!
Autor: Armindo Oliveira
DM

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30 agosto 2020